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Artilharia do Santos e paredão do Palmeiras se cruzam em clássico

Artilharia do Santos e paredão do Palmeiras se cruzam em clássico

Atualizado: Quinta-feira, 31 Março de 2011 as 10:24

De um lado, Neymar, Paulo Henrique Ganso e companhia têm 37 gols em 16 jogos do Santos pelo Campeonato Paulista. Do outro, Deola, Danilo e Thiago Heleno comandam uma defesa que só foi vazada seis vezes também em 16 partidas do Palmeiras. Neste domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, os dois estilos opostos vão se encontrar.

O ataque santista prima pela variedade de artilheiros. Além de Elano, com dez gols, Zé Eduardo tem sete, Maikon Leite, seis, e Keirrison, cinco. E olha que as estrelas Neymar e Ganso nem brilharam totalmente, já que o primeiro passou o início do ano no Sul-Americano Sub-20 e o segundo retornou de contusão há menos de um mês. Neymar tem dois gols, enquanto Ganso marcou uma vez logo em sua volta, contra o Botafogo-SP. Os motivos para a defesa palmeirense se preocupar não são poucos.     - Estamos tranquilos e bem postados ali atrás, mas não tem só o Neymar e o Ganso no time. Tem muitos outros, muita gente boa lá e precisamos de atenção. Apesar de termos uma defesa em boa fase, não dá para jogar só lá atrás. Senão fica difícil – alertou o zagueiro Thiago Heleno.

O talento do meio para a frente é nítido no Peixe, tanto que o técnico Marcelo Martelotte já usou várias vezes o esquema com três atacantes, quase sempre com sucesso. Pelo lado do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari tentou utilizar o mesmo sistema, mas não gostou. Afinal, o jeito de o Verdão jogar é outro, oposto ao do rival deste domingo.

Defesa que ninguém passa...

Seis gols sofridos em 16 jogos constituem uma estatística respeitável para a defesa do Palmeiras. Independentemente da dupla que joga, o desempenho tem sido regular. Felipão já utilizou cinco parcerias diferentes para a zaga e o resultado foi sempre o mesmo: adversários com dificuldade para furar a forte marcação.     No gol, a situação se repete. Seja com Deola, Marcos ou Bruno, o time tem um homem de confiança debaixo das traves. Quando os zagueiros não estão em um dia tão positivo, são eles que salvam o Palmeiras e mantêm os bons números para o setor. Deola, por exemplo, tem feito alguns milagres, como no empate por 1 a 1 contra o São Caetano, no ABC.

O astro Neymar mostra respeito aos números palmeirenses. Vindo de uma atuação de gala e dois gols pela Seleção Brasileira, na vitória por 2 a 0 sobre a Escócia, ele bem que poderia se impor sobre os zagueiros rivais. No entanto, o santista reconhece a dificuldade que terá para superá-los.

- O Palmeiras tem uma zaga qualificada, mas não podemos esquecer que o time deles todo é bom. Nosso ataque está bem, fazendo gols. Temos muitos jogadores de ataque, vamos jogar em casa, buscar o jogo. Claro que o Palmeiras preocupa, mas temos de fazer o nosso jogo – disse Neymar.

E o oposto?

O ataque do Palmeiras e a defesa do Santos não apresentam desempenho tão positivo quanto os setores correspondentes do rival. Pelo lado alviverde, foram 24 gols marcados em 16 jogos - desempenho que tem melhorado nas últimas rodadas. Kleber, com sete, e Patrik, com seis, comandam a artilharia. O Gladiador é quem dá o tom do ataque.

- Não precisamos marcar mais gols, precisamos é marcar um e não tomar, tanto é que a gente é líder. Não precisa marcar três por jogo, tem que vencer os jogos e buscar o título, não adianta fazer três gols e não ter uma regularidade - justificou o camisa 30.

No Peixe, a defesa foi vazada 19 vezes em 16 jogos e tem sido bastante criticada. Nas derrotas para o Bragantino, pelo Paulista, e Colo Colo, pela Taça Libertadores, os zagueiros acabaram pagando pela ofensividade da equipe. Edu Dracena e Durval formam a dupla defensiva desde o ano passado, mas não contam com total confiança da torcida.

No fim das contas, o equilíbrio marca o duelo deste domingo. Seja por mérito da defesa ou do ataque, Santos e Palmeiras têm o mesmo saldo de gols: 18 positivos. Números que podem subir ou descer dependendo de quem prevalecer na Vila Belmiro.      

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