MENU

Atlético-MG bate o Cruzeiro por 2 a 1

Atlético-MG bate o Cruzeiro por 2 a 1

Atualizado: Domingo, 8 Maio de 2011 as 6:33

A vantagem no Campeonato Mineiro foi invertida. Neste domingo, o Atlético-MG venceu o Cruzeiro, por 2 a 1, na Arena do Jacaré, e, agora, poderá empatar a próxima partida que conquistará o bicampeonato estadual. Os gols do Galo foram marcados por Mancini e Patric. Wallyson descontou para o Cruzeiro. Todos foram marcados no primeiro tempo O Cruzeiro tinha a vantagem por ter feito melhor campanha na primeira fase. Porém, com a vitória na primeira partida da decisão, o Galo é que poderá administrar no próximo clássico, no outro domingo, às 16h (de Brasília), novamente em Sete Lagoas.

O jogo marcou a volta por cima, em uma mesma partida, do lateral-direito Patric, que falhou no gol de empate do Cruzeiro. Porém, o jogador, com muita personalidade, fez o gol da vitória atleticana.

Além disso, um tabu foi mantido. Pela quinta vez seguida, o técnico Dorival Júnior venceu um clássico mineiro, o terceiro pelo Atlético-MG. Nos anteriores, foram um 4 a 2 e um 4 a 3, defendendo o Cruzeiro, e dois 4 a 3, no banco de reservas do Galo.

Mais empenho e vantagem na primeira etapa

O Atlético-MG começou quente para cima do Cruzeiro. Logo no primeiro lance, o Galo teve uma chance incrível de gol. A dupla de atacantes alvinegra funcionou, e Mancini descolou um ótimo lançamento para Magno Alves, que dividiu com o goleiro Fábio. A bola, caprichosamente, foi pela linha de fundo.

Porém, aos 4 minutos, o Atlético-MG fez o primeiro gol. Em uma falta sofrida por Bernard, pela direita, Mancini fez a cobrança direta, enquanto todos esperavam um cruzamento. A bola estufou as redes de Fábio, e a torcida atleticana foi à loucura.

Mancini abriu o placar para o Atlético-MG logo aos quatro minutos de jogo (Foto: Agência Estado)

O Cruzeiro tentou mostrar que não havia sentido o golpe e, logo em seguida, partiu para o ataque, em busca do gol de empate. Wallyson e Montillo, pela direita, e Gilberto e Everton, pela esquerda, levavam muito perigo ao gol de Renan Ribeiro.

O Cruzeiro era ligeiramente melhor, e Montillo surgiu para decidir a jogada. O argentino pegou a bola ainda na intermediária de defesa, passou por três jogadores e, aos 26 minutos, deu um toque espetacular para Wallyson. O atacante, de primeira, tocou no canto direito de Renan Ribeiro: 1 a 1.

A partir daí, o torcedor atleticano começou a vaiar, de forma sistemática, o lateral-direito Patric. O jogador teria falhado na marcação que originou o gol celeste.

Mas como o futebol apresenta as mais diversas surpresas, foi de Patric o segundo gol do Galo. Aos 36 minutos, Magno Alves fez boa jogada na entrada da área e tocou para Patric. O lateral bateu forte, rasteiro e cruzado, sem chances para Fábio. Imediatamente, a torcida atleticana fez as pazes com o jogador.

Tempo quente na Arena

O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com uma alteração: Leandro Guerreiro na vaga de Pablo, que esteve mal na primeira etapa. Inicialmente, a equipe celeste ficou mais firme na defesa e, por consequência, começou a chegar com mais constância ao ataque.

Porém, o Atlético-MG era sempre muito perigoso nos contra-ataques. Magno Alves, Mancini e Bernard, com muita velocidade, também preocupavam bastante o goleiro Fábio. O goleiro cruzeirense, em diversas oportunidades, teve que se virar para evitar o terceiro gol.

O técnico Dorival Júnior colocou Neto Berola em campo, na tentativa de dar mais poderio ao setor ofensivo do Galo. O atacante entrou e arrumou um verdadeiro carnaval na defesa do Cruzeiro. Cuca, em contrapartida, colocou Fabrício, que voltou depois de muito tempo parado, no lugar de Ortigoza.

O volante celeste entrou meio sem ritmo e aprontou uma confusão ao discutir com Neto Berola e Mancini. O resultado foi um cartão amarelo para o cruzeirense e outro para Berola.

Na melhor chance do Cruzeiro no segundo tempo, Everton chegou à linha de fundo e cruzou. Wallyson, na pequena área, escorou para Gilberto, que chutou forte. A bola explodiu na trave esquerda de Renan Ribeiro, que estava batido no lance. Wallyson, na sequência, ainda teve ótima chance de marcar, mas acabou perdendo.

E para piorar a situação do Cruzeiro, o meia argentino Montillo acabou expulso nos acréscimos, após disputa de bola com Giovanni Augusto. Paulo César de Oliveira entendeu que o camisa 10 entrou com a intenção de atingir o adversário.

O Atlético-MG mereceu a vitória, já que foi melhor na maior parte do jogo. O placar deixa o título em aberto.     por Rodrigo Fuscaldi

veja também