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Atlético-PR vence, termina em quinto lugar e deixa Avaí sem Sul-Americana

Atlético-PR vence, termina em quinto lugar e deixa Avaí sem Sul-Americana

Atualizado: Segunda-feira, 6 Dezembro de 2010 as 8:58

Um Campeonato Brasileiro que prometia, sustos, pesadelos e uma briga ferrenha contra o rebaixamento terminou de forma excelente para o Atlético-PR. Neste domingo, mesmo sem a vaga na Taça Libertadores de 2011, o Furacão honrou sua camisa, venceu o Avaí por 1 a 0 e termina o Brasileirão na honrosa quinta posição, depois de ter passado pela zona da degola no primeiro turno. O Avaí, que se livrou do descenso na rodada passada, sonhava com uma vaga na Sul-Americana, mas ficou sem ela.

O Furacão termina o campeonato com uma bela campanha: 60 pontos, impulsionados por 17 vitórias, nove empates e apenas 12 derrotas. Já o Leão encerra na 15ª colocação, com 43 pontos. Em 2011, as duas equipes terão clássicos locais pelo Brasileirão, já que Coritiba e Figueirense subiram e vão fazer companhia aos rivais na próxima temporada.

Para variar, Paulo Baier...

O Furacão começou o jogo bastante motivado e correndo bem mais do que o Avaí. Por isso, o time da casa tratou logo de dominar o adversário, criar as chances e, consequentemente, chegar ao primeiro gol. Logo aos 7 minutos, o rápido Márcio Azevedo, que pouco jogou neste Brasileirão por conta de lesões, arrancou pela esquerda e cruzou na cabeça de Paulo Baier. O camisa 10 deu um leve toque, no contrapé de Renan, e fez a festa com a torcida: 1 a 0.

Mesmo com a vantagem, o Atlético continuou melhor na partida, sempre apostando em toques rápidos e jogadas em velocidade. Rhodolfo quase fez o segundo, mas recebeu a bola dentro da área e, sozinho, isolou. Depois, Ivan González também perdeu boa oportunidade ao avançar pela direita e chutar em cima de Renan. E só. Aí, a equipe passou a perder demais a bola e sofrer contra-ataques.

Com o decorrer da primeira etapa, o Avaí foi se encontrando em campo e contou com a diminuição do ritmo atleticano. Os catarinenses passaram a manter a posse de bola, mas não traduziram o domínio em perigo de gol. Tanto que Vandinho teve até de apelar à mão esquerda para tentar desviar um cruzamento e empatar o jogo. Ligado, o árbitro Paulo César de Oliveira marcou a falta e deu cartão amarelo ao atacante.

Nas arquibancadas, nem parecia que o Atlético estava vencendo e garantindo uma honrosa posição na tabela. Integrantes das duas maiores organizadas do clube entraram em conflito e ameaçaram uma confusão generalizada. A Polícia Militar entrou em ação e afastou os brigões, mantendo a ordem na Arena.

Pressão sem gol

A conversa de Vágner Benazzi com os jogadores do Avaí no intervalo deve ter sido bem clara: atacar e aproveitar qualquer brecha para chutar a gol. O time entendeu bem a mensagem e sufocou o Furacão em seu próprio campo, aproveitando mais as jogadas pelas laterais e utilizando bem a técnica de Caio, grande pensador da equipe.

As chances não tardaram a sair, de várias formas. Até os 20 minutos, foram cinco boas oportunidades que não resultaram em gol, incluindo uma em que Patric driblou até o goleiro e viu Rafael Santos salvar quase em cima da linha, e outra em que Caio acertou belo chute da entrada da área. A bola bateu na trave.

Benazzi foi para o tudo ou nada. O técnico tirou o volante Rudnei e lançou Laércio no ataque, tentando uma nova pressão para cima do Atlético. Mas aí, o time da casa soube segurar, graças a Paulo Baier. O grande maestro do Furacão na temporada pôs a bola no chão, acalmou os ânimos e deixou o jogo morno.

Assim, o torcedor que compareceu à saideira na Arena da Baixada saiu, ao menos, com uma boa impressão de seu time e a esperança de dias ainda melhores em 2011. Como forma de homenagem, gritou o nome de todos os jogadores em campo nos minutos finais da partida. Bela maneira de encerrar um campeonato digno do Atlético.

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