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Beisebol brasileiro: heróis nacionais no anonimato - Parte 1

Beisebol brasileiro: heróis nacionais no anonimato - Parte 1

Atualizado: Terça-feira, 4 Março de 2008 as 12

Beisebol brasileiro: heróis nacionais no anonimato - Parte 1

Quando se fala em beisebol aqui no Brasil, as pessoas se remetem apenas a imagens de filmes americanos que abordam esse esporte em estórias de ficção, normalmente tendo um atleta de beisebol como herói na tela. Mas ninguém sabe explicar como se joga esse esporte. No máximo sabem que se utiliza na sua prática um taco de madeira e uma bola de couro. Tal anonimato acaba escondendo as glórias e o trabalho sério que é realizado em torno de um esporte não muito conhecido, mas que cresce a cada ano no país.

Com mais de 30.000 praticantes, 120 times espalhados pelo Brasil inteiro e algo em torno de 45 campeonatos nacionais e internacionais por ano, o beisebol brasileiro está começando a colher os frutos de um trabalho em longo prazo que vem sendo realizando desde meados dos anos 80. Prova disso são as excelentes colocações que a seleção brasileira de beisebol tem conseguido em competições como os Jogos Panamericanos (4º lugar) e a Copa do Mundo de Beisebol (7º lugar).

Apesar de não ter conseguido vencer um campeonato ou sequer ter ficado em 2º ou 3º lugar nas competições, essas colocações representam grandes vitórias para o beisebol brasileiro por serem inéditas.

Feito histórico

Na Copa do Mundo de Beisebol, disputada em outubro de 2003, em Cuba, a seleção brasileira teve sua melhor participação em competições internacionais da modalidade, ficando na sétima colocação, e quase fez história ao ficar muito próxima de bater a anfitriã Cuba nas quartas-de-final do campeonato.

Em alusão ao futebol, foi como se o Brasil estivesse ganhando de Cuba até os 40 minutos do segundo tempo e acabasse tomando a virada nos minutos finais da partida. O resultado, vitória de 3 a 2 para os cubanos, seria considerado normal para os leigos em beisebol, mas essa diferença de apenas uma corrida (o que equivale a um ponto) representa bem o equilíbrio da "batalha entre Davi e Golias", como a imprensa internacional chamou a partida entre Brasil e Cuba.

Novamente utilizando-se da comparação para compreender esse feito do beisebol brasileiro, é como se um país sem muita tradição no futebol, como Cuba, quase derrotasse o Brasil, pentacampeão do mundo na modalidade, numa Copa do Mundo que estivesse sendo realizada aqui, no Brasil.

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