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Belmonte: berço da união entre adversários na Copa do Mundo

Belmonte: berço da união entre adversários na Copa do Mundo

Atualizado: Sexta-feira, 28 Maio de 2010 as 8:31

Em Covilhã desde o último dia 14, Portugal se prepara para disputar a Copa do Mundo da África do Sul, na qual enfrentará o Brasil em 15 de junho, na terceira rodada da primeira fase da competição. Mas a cerca de 30 quilômetros da cidade que abriga a temporada de treinos dos lusos está um lugar que formou os laços entre dois povos que apenas no futebol são adversários.

Belmonte é pequena, mas contém muita história. Foi nesta cidade onde Pedro Álvares Cabral nasceu e de onde saiu, por volta dos 14 anos, para se juntar à corte do rei Dom Manuel e iniciar a formação para tornar-se um grande navegador. Como conseqüência, desembarcou no Brasil em 22 de abril de 1500, tornando-se aquele que é considerado o descobridor do país.

Por isso, a cidade de Belmonte é cheia de referências ao seu filho mais ilustre, que, aliás, é descente de uma nobre família portuguesa. Por isso, chama atenção o imponente castelo onde viveu. Na igreja de Santiago está o panteão da família, onde encontra-se uma urna com parte das cinzas de Pedro Álvares Cabral.

No entanto, a cidade de Pedro Álvares Cabral faz mais do que lembrar o navegador. Em Belmonte está o Museu dos Descobrimentos, onde o visitante pode saber mais sobre a chegada dos portugueses ao Brasil e entender como as duas culturas se influenciaram. As exibições vão da chegada dos colonizadores até explicações sobre frutos, música e hábitos brasileiros.

Por isso, quando se fala de futebol na cidade, ninguém quer saber de rivalidade. Os habitantes de Belmonte torcem pelo sucesso das duas seleções na África do Sul, celebrando a união entre os povos e as culturas. Até porque na seleção lusa estão três brasileiros naturalizados: o zagueiro Pepe, o meia Deco e o atacante Liedson.

- Gostaria muito que Portugal e Brasil vencessem seus dois primeiros jogos e se enfrentassem com a classificação garantida. Quero que os dois times avancem o máximo que puderem, pois assim poderemos torcer sempre juntos - disse o comerciante Alfredo Gomes, de 66 anos.

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