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Bobadilla tenta fazer Timão superar trauma com goleiros estrangeiros

Bobadilla tenta fazer Timão superar trauma com goleiros estrangeiros

Atualizado: Terça-feira, 6 Julho de 2010 as 10:15

Aldo Bobadilla chega ao Corinthians com uma missão complicada. Mais do que substituir Felipe, titular absoluto desde 2007, o paraguaio terá de superar também um histórico não muito bom de goleiros estrangeiros que vestiram a camisa alvinegra. Dos outros quatro que defenderam o Timão, nenhum ficou guardado na lembrança da Fiel.

A história do Corinthians com goleiros gringos começou em 1913, três anos depois de sua fundação. Casemiro do Amaral, um português de Lisboa radicado no Brasil, defendeu o primeiro pênalti da história do clube em uma partida de campeonato, naquele mesmo ano, contra o Germânia, pelo Paulistão.

Amaral, porém, brilhou quando trocou o Timão pelo Mackenzie, se transformando no melhor goleiro do estado de São Paulo e sendo convocado para a seleção brasileira para a Copa América de 1916 e 1917. No retorno ao Corinthians, em 1918, ficou marcado ao ser acusado de facilitar gols para o arquirrival Palestra Itália, em um empate por 3 a 3, no estádio da Floresta, pelo primeiro turno do Estadual. Nada ficou comprovado.

O segundo estrangeiro a vestir a camisa 1 alvinegra foi José Lengyel ou José Hungarês ou José I. Nascido na Hungria, o goleiro chegou ao Corinthians em 1934, um ano depois de defender o rival São Paulo. No Parque São Jorge, ajudou a equipe a conquistar o bicampeonato paulista de 37 e 38. Em 135 partidas pelo clube, sofreu 182 gols. Depois, seguiu para o Santos

Os gringos só voltaram a proteger o gol corintiano em 1974, com a chegada do argentino Buttice, vindo do Bahia para ser reserva de Ado. Ele, entretanto, assumiu a posição depois que o titular se desentendeu com a comissão técnica. Sem levar muita sorte, sofreu o gol de Ronaldo, do Palmeiras, na final do Paulistão daquela temporada. Foram só 14 jogos e 11 gols.

A última recordação da Fiel de goleiros estrangeiros, talvez, seja a pior delas. O chileno Johnny Herrera passou como um meteoro pelo Parque São Jorge em 2006 e sem deixar saudades. A fama, porém, fez a torcida se animar. Herrera havia conquistado três vezes o Campeonato Chileno pelo Universidad de Chile, além de ter uma medalha olímpica de bronze, em Sydney 2000.

Mas as atuações não convenceram. Logo no Paulistão, sua primeira competição pelo clube, Herrera falhou em um clássico vencido pelo São Paulo por 2 a 1, no Morumbi, e caiu em desgraça. De titular, virou terceiro goleiro, abaixo de Sílvio Luiz e Marcelo. Em baixa, voltou ao Chile para atuar pelo Everton. Agora, defende o Audax Italiano.

A seu favor, Bobadilla tem a experiência e o aval da diretoria e da comissão técnica, algo que Felipe nunca conseguiu. O goleiro, de 34 anos, enfrentou o Timão na última Libertadores pelo Independiente Medellín-COL. Mais que isso: conta com a confiança do presidente Andrés Sanches, que nunca escondeu a vontade de buscar um outro goleiro para a vaga de Felipe, em baixa entre os dirigentes depois da confusão para a renovação de seu contrato, no final de 2007, e pelas falhas na derrota para o Sport, pela decisão da Copa do Brasil de 2008.

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