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Bota sai na frente com debochado Abreu, mas Jael salva Fla da derrota

Bota sai na frente com debochado Abreu, mas Jael salva Fla da derrota

Atualizado: Segunda-feira, 19 Setembro de 2011 as 8:28

O Botafogo saiu na frente, com direito a deboche de Loco Abreu, dominou no primeiro tempo e deu a impressão que colaria no líder Vasco. Porém, a troca de Deivid por Jael no intervalo funcionou, e o Flamengo arrancou um empate por 1 a 1 no clássico deste domingo, no Engenhão. É a terceira vez que as duas equipes terminam iguais este ano, a segunda nesta edição de Campeonato Brasileiro.

Mesmo assim, o time rubro-negro não tem por que comemorar. Acumula nove partidas sem vitória no Brasileirão - a sua pior série na história dos pontos corridos - e continua em sexto, fora da zona de classificação à Libertadores, com 37 pontos. A atuação, mais uma vez, ficou abaixo do esperado. Felipe terminou como principal jogador da equipe e evitou a quinta derrota consecutiva. Ele fez seis defesas difíceis.

O Alvinegro tem 41 pontos e termina a 24ª rodada na quarta colocação, a quatro pontos do líder Vasco, mas com um jogo a menos. O resultado é para ser lamentado pelos alvinegros: foram superiores durante grande parte dos 90 minutos e saíram na frente com uma cabeçada de Abreu, que imitou a comemoração que ficou famosa com Ronaldinho, cruzando os braços e parando na esquina.

- A cada jogo faço uma comemoração especial - disse.

Porém, mesmo superior, o Botafogo sofreu o castigo em um cochilo da zaga. Foi o tempo que Jael precisou para driblar dois zagueiros e igualar. O empate serviu apenas para o Flamengo manter tabus sobre o rival. O time não perde para o rival há 18 jogos no Brasileiro - desde 2000 - e nunca foi derrotado por ele no Engenhão.

Na próxima rodada, o Botafogo viaja a Porto Alegre para duelar com o Grêmio. O jogo será na quinta-feira, às 20h30m. O Flamengo por sua vez visita o Atlético-MG, quarta-feira, em Sete Lagoas-MG.       Maicosuel pula sobre Loco Abreu, que para na esquina na comemoração (Foto: Satiro Sodré/AGIF)     Os dois goleiros tiveram que trabalhar antes dos cinco minutos. Primeiro, Jefferson espalmou chute de Thiago Neves. Na sobra, Ronaldinho disputou com Renato e pediu pênalti. Péricles Bassols acertadamente deixou a partida seguir. No contragolpe, Alex Silva cometeu falta em Herrera. Felipe Menezes cobrou, Felipe saltou e colocou para fora. Era apenas o esboço do predomínio alvinegro.

Aos poucos, o Botafogo passou a controlar a partida. Mesmo sentindo a falta de Elkeson, suspenso, o time de Caio Júnior martelou e quase abriu o placar em uma linda tentativa de Herrera, que deu uma bicicleta de fora da área e obrigou Felipe a se esticar e colocar para escanteio. O goleiro voltou a entrar em ação após a cobrança, em chute forte de Maicosuel.

O Flamengo levava desvantagem por baixo e por cima. Em um cruzamento rasteiro de Cortês, Welinton foi cortar, bateu de tornozelo e por muito pouco não colocou a bola na própria rede. Até os 25 minutos, foram 15 passes errados do time rubro-negro e nove do alvinegro. Até Ronaldinho entrou na ciranda dos erros. O previsível aconteceu aos 26. Lucas foi à linha de fundo, cruzou alto, e Loco Abreu ganhou facilmente de Alex Silva, que sequer saiu do chão. Cabeceou por cima de Felipe e comemorou com uma paródia de “parado na esquina”.

Aos trancos e barrancos, o Fla tentou acordar. Mas as melhores chances foram em dois chutes de Thiago Neves por cima da baliza e uma tentativa frustrada de bicicleta de Deivid. A marcação frouxa, sem firmeza do adversário favoreceu o jogo rápido do Botafogo. Em um destes ataques, Herrera evitou Alex Silva com facilidade, bateu forte, e Felipe defendeu com um soco. A desvantagem mínima ao final do primeiro tempo merecia celebração dos rubro-negros, tamanha a superioridade alvinegra.     Ronaldinho, em atuação abaixo da média, encara a marcação de Renato (Foto: Nina Lima/Vipcomm)     Jael salva o Fla

Vanderlei Luxemburgo repetiu a substituição dos últimos jogos e trocou Deivid por Jael no intervalo. Deu certo. Aos quatro minutos, o atacante recebeu de Léo Moura na meia-lua, deu um drible lindo em Antônio Carlos e bateu no ângulo direito para empatar.

O lance isolado acordou o Flamengo, que passou a incomodar sobretudo pelo lado direito, com Léo Moura e Thiago Neves. A chance da virada foi de Ronaldinho. Ele matou no peito, finalizou, e Jefferson defendeu com dificuldade. Diferentemente da etapa inicial, o time rubro-negro agrediu mais e equilibrou a partida.

Sumido em campo até então, Felipe Menezes participou de boa chance. Primeiro, bateu rasteiro e fez Felipe dar rebote. Em seguida, construiu boa jogada com Cortês e Abreu, que, livre na marca do pênalti, finalizou por cima. O Flamengo também teve chance parecida, aos 24. Após cobrança de falta lateral, a bola sobrou livre para Renato na área. Ele se ajeitou, chutou forte, e Jefferson fez defesa impressionante, sem espalmar.

O ritmo das duas equipes diminuiu e apenas aos 39 houve outra chance de perigo. Fábio Ferreira cabeceou no canto esquerdo, mas Felipe impediu o gol. No fim, a igualdade que não ajudou ninguém persistiu, e os times saíram de campo vaiados pelos pouco mais de 20 mil torcedores que pagaram ingresso no Engenhão.                      

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