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Botafogo vence o Olaria

Botafogo vence o Olaria

Atualizado: Segunda-feira, 15 Março de 2010 as 12

Houve futebol durante 60 minutos. E foi neste período que o Botafogo construiu sua vitória por 2 a 0 sobre o Olaria, neste domingo, pela Taça Rio. Debaixo de um temporal que causou queda de energia no Engenhão e paralisou a partida, o Alvinegro conquistou sua 50ª vitória em 80 jogos disputados em seu estádio. O duelo terminou com o campo encharcado, dando a impressão mais de pólo aquático do que futebol.

Com o resultado, o Botafogo somou nove pontos e três vitórias no Grupo B da Taça Rio. O Olaria, que havia conquistado empates contra Flamengo e Fluminense, perdeu pela primeira vez para uma das grandes equipes.

  Mais uma boa jogada de Caio 

O Botafogo começou a partida a apresentando os mesmos erros das últimas partidas. A equipe não conseguia uma sequência de passes certos e, aos poucos, foi sendo dominada pelo Olaria. O time visitante, que entrou em campo vestindo uma camisa de estampa quadriculada e de numeração praticamente invisível, adiantava a marcação e empurrava o Alvinegro em seu campo defensivo.

Sem boas opções de jogada e sem mostrar boa técnica, o Botafogo não conseguia encontrar espaços para atacar. Os lances de perigo, portanto, nasciam em jogadas esporádicas, como aos seis minutos, quando Fahel cabeceou após cobrança de escanteio, e David tirou a bola em cima da linha.

O Olaria não conseguia transformar em gol as suas oportunidades, e o Botafogo não conseguia articular de maneira eficiente suas saídas para o ataque. Dessa forma, somente no talento individual poderia abrir o placar. E foi assim que o Alvinegro fez 1 a 0 aos 19 minutos. Lucio Flavio cobrou falta curta para Caio, que avançou pelo lado direito, passou por dois adversários e cruzou com precisão para a área. Antônio Carlos subiu livre e cabeceou.

E no primeiro tempo foi só. Com Jancarlos e Gabriel ineficientes nas laterais, o Botafogo ficou apenas na tentativa. Enquanto isso, o Olaria cometia erros primários de finalização, que deixaram o técnico Dé chutando o ar à beira do campo.

Aguaceiro e apagão no Engenhão

As duas equipes voltaram para o segundo tempo debaixo de uma chuva torrencial no Engenhão. Assim, o nível técnico da partida, que já não era dos melhores, caiu. Mas antes que o Botafogo tivesse qualquer problema para articular as jogadas, marcou o segundo gol, aos cinco minutos. Gabriel recebeu passe pelo lado esquerdo e chutou rasteiro, mas a bola parou no adversário. O lateral tentou novamente e dessa vez balançou a rede, fazendo 2 a 0.

Aos 15 minutos a forte chuva apagou todas as luzes do Engenhão. Após cinco minutos uma pequena parte da iluminação retornou, mas apenas os refletores localizados atrás dos gols deram sinais de vida. Enquanto isso, o árbitro Grazianni Maciel Rocha aguardava para decidir se a partida teria continuidade. 

Quinze minutos depois da queda de energia, os refletores principais do Engenhão voltaram a acender, revelando que nem mesmo o ótimo estado do gramado foi capaz de suportar o temporal. Mas mesmo sob muitas poças e com o estádio quase às escuras a bola voltou a rolar depois de 18 minutos de paralisação. Durante este perído, uma parte do teto de uma das cabines de rádio do Engenhão desabou.

Inconformado com a continuidade da partida, o técnico Dé se dirigiu ao quarto árbitro para reclamar e foi expulso. Ao se retirar do campo, ele esbravejou:

- Pode dar a vitória ao Botafogo, porque merece. Mas é uma vergonha o árbitro seguir a partida num campo como esse. E se alguém quebra a perna?

Logo depois, Diego acertou Loco Abreu com o braço dentro da área, e o uruguaio revidou com um chute. O árbitro expulsou ambos, mas não marcou pênalti a favor do Botafogo. Até o fim da partida as duas equipes não conseguiram criar jogadas de gol por causa do campo alagado. E foi assim, com apenas um esboço de futebol e com lances capazes de envergonhar até peladeiros, que o jogo terminou.

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