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Brasil não dá show, mas derrota Omã com a autoridade de um sultão

Brasil não dá show, mas derrota Omã com a autoridade de um sultão

Atualizado: Terça-feira, 17 Novembro de 2009 as 12

Sem dar espetáculo, mas com a autoridade de um sultão, o Brasil derrotou por 2 a 0 a seleção de Omã na casa do adversário e fechou 2009 com chave de ouro. Ao todo, o time de Dunga venceu 14 vezes, empatou duas e perdeu apenas uma partida no ano. Nilmar, herói no triunfo sobre os ingleses no último sábado, voltou a balançar as redes (vídeo ao lado) e parece ter carimbado, de vez, seu nome entre o grupo que vai à Copa.

O próximo compromisso do Brasil será no dia 3 de março de 2010, contra um adversário ainda a ser definido pela CBF. No próximo dia 4 de dezembro, a seleção conhecerá seus adversários no Mundial da África do Sul.

Susto e alegria em poucos minutos

Em meio a toda festa no Qaboos Sports Complex Stadium, a partida marcava os 39 anos da independência política de Omã e também comemorava o aniversário do sultão Qaboos bin Said Al Said (69 anos), que comanda o país, o Brasil começou querendo dar um presente ao líder local logo no primeiro minuto da partida. Hassan Al-Hosani aproveitou cochilada da zaga e chutou com perigo, rente à trave de Júlio César.

No entanto, a resposta brasileira não demorou e foi mortífera. Gilberto Silva fez belo lançamento para Luis Fabiano no meio da zaga de Omã. O atacante do Sevilla dominou e acabou chutando em cima do goleiro que defendeu parcialmente. Mas, no rebote, Nilmar, sem marcação, chutou para abrir o placar aos três minutos.

Sexto gol do ex-colorado nos últimos sete compromissos da seleção. Ao todo, ele anotou oito gols em dez partidas que defendeu a Amarelinha. Aos dez, Nilmar quase aumentou sua média. Mas o goleiro Al-Habsi, que atua no futebol inglês (Bolton), espalmou para fora.

Solto e sem encontrar muita resistência do adversário, o Brasil seguia criando boas oportunidades. Aos 13, Elano estufou a rede após soltar uma bomba do lado direito. Alguns torcedores chegaram a gritar gol, mas a bola pegou pelo lado de fora. Luis Fabiano também teve grande chance aos 19, mas a zaga cortou a tempo.

Depois de passar mais da metade do primeiro tempo sem incomodar a defesa brasileira, os anfitriões por pouco não igualaram o placar aos 25. Após bola desviada pela zaga, Al-Noafli apareceu de surpresa e chutou para excelente intervenção de Júlio César, salvando a pátria nos pés do jogador de Omã, atual 79ª no ranking da Fifa e atual campeã da Copa do Golfo.

Goleiro salva a pátria de Omã

Embora sabendo da fragilidade do rival, e podendo aplicar uma goleada por conta disso, os comandados de Dunga pisaram um pouco no freio e só voltaram a ameaçar a meta anfitriã nos minutos finais da partida. Kaká, batendo de chapa com o pés direito, quase fez o segundo aos 42. Na sequência do lance, Luis Fabiano cabeceou para ótima defesa de Al-Habsi (confira no vídeo abaixo).

O goleiro, destaque de Omã na partida, voltou a segurar o ataque tupiniquim aos 44, se esticando todo para tirar um chute de Nilmar da entrada da pequena área. Na saída para o intervalo, Fabuloso ?reclamou? do Habsi.

''Está dificultando meu trabalho. Hoje está difícil. Vou tentar no segundo tempo - disse Luis Fabiano, artilheiro do Brasil na temporada 2009 com 11 gols''.

Só que Fabuloso não teve a chance de se vingar. Dunga resolveu sacá-lo para promover a entrada de Hulk. Além do atacante do Porto, entraram também Fábio Simplício, que fazia sua estreia na seleção na vaga de Felipe Melo e Julio Baptista na de Kaká.

E assim como no primeiro tempo, quem começou chegando com perigo foi Omã. Said, de com um potente chute de perna esquerda, obrigou Júlio César realizar boa defesa aos três minutos.

Omã joga bem e marca... mas contra o próprio patrimônio

Confiantes, os anfitriões seguiram dominando as ações, se aproveitando principalmente das várias mudanças no meio de campo canarinho. Além de Julio Baptista e Simplício, Carlos Eduardo (outro debutante) entrou aos 14 na vaga de Elano.

Melhor na partida, Omã acabou chegando ao gol. Mas, para tristeza do Sultão aniversariante, o tento foi contra. Michel Bastos cruzou buscando Hulk. O zagueiro Al-Ghailani foi tentar cortar e, de cabeça, acabou tirando o goleiro Habsi da jogada.

Com a boa vantagem, o Brasil ainda fez mais algumas alterações (entraram Cris e Daniel Alves) e acabou cozinhando a partida até ao seu final, sem ser muito incomodado e ainda quase ampliou com Hulk.

Curiosidades em vitórias no Oriente Médio

Com a vitória, Dunga fechou o ano com vitória assim como nos três anteriores desde que assumiu a seleção: Em 2008, o tetracampeão viu seu time bater Portugal por 6 a 2; em 2007, triunfo sobre o Uruguai pelas eliminatórias; e, em 2006, vitória de 2 a 1 diante da Suíça.

Por outro lado, uma curiosidade: nos dois anos que precederam às Copas de 1998 e 2006, as últimas que o Brasil não conquistando o título), o Brasil fez sua última partida atuando no Oriente Médio e, em ambas, também venceu. Em 2005, goleou por 8 a 0 os Emirados Árabes em Abu-Dhabi. Em 1997, 6 a 0 na Austrália, em Riad, na Arábia Saudita.

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