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Brasil pode ser dividido em quatro regiões para a Copa de 2014

Brasil pode ser dividido em quatro regiões para a Copa de 2014

Atualizado: Quinta-feira, 8 Julho de 2010 as 8:59

O presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, afirmou nesta quinta-feira que está sendo estudada uma proposta de dividir o Brasil em quatro regiões para alocar equipes e jogos no próximo Mundial. A informação foi dada em uma entrevista coletiva da Fifa ocorrida no estádio Soccer City, em Joanesburgo. Segundo o dirigente, a entidade ainda está avaliando a medida, que teria como objetivo facilitar o transporte durante a competição (veja no vídeo ao lado):

- Existe uma ideia de dividir o Brasil em quatro para evitarmos que haja grandes transportes de torcedores de um lado para outro pelas distâncias que nós temos. Mas isso ainda não está definido.

Durante a entrevista, Ricardo Teixeira também disse que está previsto para o dia 31 de julho de 2011 o sorteio das chaves das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014. Segundo o presidente, a data foi escolhida para facilitar a realização da competição em continentes com muitas seleções, especialmente a Ásia. No entanto, não está definida a cidade que abrigará o evento:

- Temos que olhar a cidade que melhor poderá receber esse sorteio, principalmente pelo pequeno prazo que temos para definir isso.

Na América do Sul, os times se enfrentam em grupo único em jogos de ida e volta. O Brasil por ser sede da competição não vai participar da competição

Estádios em Curitiba e SP e aeroportos preocupam dirigente

O presidente da CBF falou também sobre as preocupações para o próximo Mundial. Sobre a infra-estrutura do país, o dirigente deixou claro que a prioridade até 2014 deve ser a melhoria dos aeroportos:

  - Há menos de dois meses foi feita a aprovação de verba representativa com relação a reforma dos aeroportos, que tem os maiores problemas. Houve uma liberação para que as concessões de obras nos aeroportos tivessem uma precedência para autorização dos órgão fiscalizadores. Isso está previsto porque temos noção que os três grandes problemas que temos para a Copa são aeroporto, em primeiro lugar, aeroporto, em segundo lugar, e aeroporto, em terceiro lugar.

Em relação às cidades-sedes e projetos de estádio, o dirigente reforçou que tudo está dentro dos prazos estabelecidos. No entanto, Ricardo destacou que há um problema sobre arena em São Paulo e uma dúvida sobre as garantias financeiras de Curitiba (veja no vídeo ao lado):

- Alguns projetos de estádio já começaram a ser tocados. Ontem em Brasília, já foi definida a concorrência e determinado o valor a ser gasto nas obras até dezembro. Minas Gerais está bem e temos o problema de São Paulo que todo mundo conhece. Nós temos uma certa dúvida sobre Curitiba, sobre o estádio ter problemas para a parte financeira. Dos outros estádios, pelo o que nós recebemos das garantias financeiras, as garantias foram entregues. As coisas estão em dia e algumas adiantadas.

O problema do estádio na capital paulista ficou evidente no mês passado, quando a CBF informou que o   Morumbi estava fora   da Copa do Mundo de 2014. Segundo a entidade, o veto ocorreu por não ter recebido as garantias financeiras necessárias. Ricardo Teixeira disse que conversou com o prefeito da cidade, Gilberto Kassab, sobre um novo projeto, mas mostrou preocupação sobre o prazo para que seja viabilizada outra arena:

- Não ficou nada determinado, tivemos conversa genérica e ficou acertado que tão logo a gente retorne ao Brasil teremos uma reunião com governador José Serra, que deverá ser pelo dia 19 ou 20 de julho para tratarmos do assunto e definirmos qual vai ser o papel que São Paulo vai ter na Copa de 2014: se pretende fazer a abertura ou se pretende fazer uma participação no Mundial. Agora, o prazo está afunilando. Nós estamos, diria, perigosamente nas datas limite, razão pela qual o problema tem que ser definido o mais rápido possível.

Questionado sobre a possibilidade de Curitiba deixar de ser uma cidade-sede, o dirigente disse que é muito cedo ainda para este tipo de especulação. O presidente do Comitê Organizador reforçou que a incerteza reside na parte financeira do projeto:

- Essa duvida é porque não recebemos o relatório final da análise financeira do estádio do Paraná. Tão logo isso chegue, faremos a análise de todos os relatórios para ver se configura algum problema ou não.

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