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Brasil supera perda de Jaqueline, joga bem e atropela o Canadá

Brasil supera perda de Jaqueline, joga bem e atropela o Canadá

Atualizado: Segunda-feira, 17 Outubro de 2011 as 9:02

O susto da estreia foi abafado pelas notícias de que tudo estava bem. Sem Jaqueline, cortada dos Jogos Pan-Americanos após o choque com Fabi na partida contra a República Dominicana, a seleção brasileira entrou em quadra sem mostrar abatimento. Com Paula Pequeno no lugar da ponteira, a seleção não teve trabalho para derrotar o Canadá por 3 sets a 0, parciais 25/19, 25/12 e 25/10, na noite deste domingo, em Guadalajara.

De tão tranquila, a partida virou coadjuvante. Sem tantas emoções em quadra, um balão de ar virou a principal atração da torcida e passou a empolgar os mexicanos. Animadas, até jogadoras brasileiras e canadenses entraram na brincadeira. O Brasil volta a quadra nesta segunda-feira, às 20h (horário de Brasília), para encarar a arquirrival Cuba.

Paula entrou no lugar de Jaqueline e ajudou na vitória tranquila (Foto: Luiz Pires/Vipcomm/Divulgação)

- É uma pessoa muito amiga e companheira. Somos 11 a partir de agora. Vou tentar me dividir e ocupar também a parte dela. É um título inédito para a seleção feminina, e a Jaque se tornou mais um motivo pra irmos atrás dele – afirmou Fabi, que se chocou com Jaqueline na estreia no lance que causou a lesão da ponteira.

O técnico José Roberto Guimarães deixou a quadra satisfeito com a segunda vitória da equipe nos Jogos Pan-Americanos.

- Gostei do jogo inteiro. Cometemos poucos erros, perdemos alguns contra-ataques, mas a defesa e o bloqueio funcionaram muito bem. As atletas jogaram soltas, felizes, o jogo fluiu muito bem. A notícia da Jaqueline ajudou o time a jogar melhor – avaliou.

O jogo

A seleção entrou em quadra mais concentrada do que na estreia. Sem dar chances ao Canadá, logo abriu boa vantagem, explorando bem o bloqueio e os ataques pelo meio. Após boa bola de Sheilla, foi para o primeiro tempo técnico com 8/4 no placar. As canadenses, no entanto, voltaram melhor e chegaram ao empate.

Aos poucos, o Brasil voltou a encaixar seu melhor jogo. Substituta de Jaqueline, Paula Pequeno passou a ser mais acionada e a dominar os ataques. Após duas pancadas da ponteira, a seleção chegou ao set point. No lance seguinte, erro canadense e fim de set: 25/19.

Para o segundo set, Zé Roberto mandou Juciely para quadra, no lugar de Thaísa. O ritmo do Brasil, no entanto, foi o mesmo. Incentivadas pelo batuque feito pela torcida mexicana, as meninas da seleção neutralizaram os ataques canadenses e foram para o primeiro tempo técnico com 8/3 no placar.

Fora da quadra, José Roberto Guimarães parecia bem mais tranquilo que no dia anterior. Sem broncas, o treinador apenas orientava o posicionamento das jogadoras em quadra. Do outro lado, o Canadá seguia errando muito. E facilitava o trabalho brasileiro. Sem problemas, a seleção segurou a vantagem e abriu 2 sets a 0, com 25 a 12.

Como, em quadra, o Canadá oferecia pouco perigo às brasileiras, a torcida mudou seu foco. Um balão voando pela arquibancada passou a animar mais os torcedores. Jogadoras reservas, como Dani Lins e Thaísa, também entraram na brincadeira e, em resposta, o grito de Brasil passou a tomar conta do ginásio. Do outro lado, foi a vez das reservas do Canadá serem aplaudidas depois de devolverem o balão para arquibancada.

No jogo, as meninas mantiveram o ritmo. Souberam controlar as canadenses e não tomaram sustos. Com uma tranquilidade que passou longe da quadra na estreia, o Brasil manteve a vantagem no ritmo da “ola” feita pela torcida. No fim, fecharam a partida em fáceis 25/10.        

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