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Brasileiros se vingam e vencem no Jogo das Estrelas

Brasileiros se vingam e vencem no Jogo das Estrelas

Atualizado: Sábado, 10 Março de 2012 as 5:04

Luís Araújo, enviado iG a Franca*

Equipe formada por atletas do país devolve resultado do último ano e ganha por 125 a 102. Pivô Murilo é eleito o MVP

Após a derrota no último ano, os brasileiros deram o troco e conseguiram evitar a "freguesia" ao vencerem os estrangeiros pelo placar de 125 a 102 na edição do Jogo das Estrelas do NBB de 2012 – realizada neste sábado, na cidade de Franca, interior de São Paulo. Dono de 15 pontos e seis rebotes, o pivô Murilo foi eleito o MVP (melhor jogador) da partida.

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“É muito legal ganhar esse prêmio individual. A partida é uma festa, sabíamos que teríamos vários momentos bacanas, mas a gente queria ganhar deles desta vez”, disse o atleta do São José. Os dois cestinhas do jogo, no entanto, foram dois norte-americanos que saíram de quadra derrotados. O ala Shamell, do Pinheiros, fez 21 pontos e ainda somou quatro rebotes e quatro assistências. Já Jeff Agba, pivô do Bauru, registrou um “double-double”: 20 pontos e 11 rebotes.

Já o vencedor do último ano, o norte-americano Robert Day, praticamente não jogou. Uma lesão no ligamento do joelho direito fez com que o ala do Uberlândia entrasse em quadra apenas no último quarto para arremessar dois lances livres. Ele errou o primeiro chute. No segundo, optou por levar a bola para trás da linha dos três pontos. Fez a cesta e retornou ao banco de reservas sob aplausos.

O jogo

Os estrangeiros assumiram o comando do marcador no início muito por conta do desempenho de Jeff Agba. Inspirado, o norte-americano somou 14 pontos e sete rebotes e foi o principal responsável pela vitória do NBB Mundo por 30 a 27 no primeiro quarto. Surpreendentemente, o pivô teve sucesso até mesmo nas bolas de três pontos. Ele, que não acertou nenhum chute de longa distância pelo Bauru durante todo o campeonato nacional, conseguiu converter dois arremessos.

 

 

As equipes posam para foto antes do Jogo das Estrelas

Foto: Luiz Pires/Divulgação



Mas quem mais animou o público presente no ginásio Pedrocão foi o ídolo local Kevin Sowell. A cada cesta do ala, a torcida vibrava como se fosse uma partida de Franca valendo o título do campeonato. E sempre que o norte-americano ia para o banco de reservas, os gritos vindos da arquibancada pedindo seu retorno não demoravam para surgir.

Mesmo com Sowell de fora, os torcedores francanos se mobilizaram bastante no segundo quarto. Isso porque o armador Nezinho, rival do público local desde os tempos em que atuava pela equipe de Ribeirão Preto, entrou em quadra e foi vaiado sempre que encostava na bola.

 

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Graças a um ataque bastante eficiente, que produziu 40 pontos no decorrer do segundo período, os brasileiros não só passaram à frente como conseguiram ir para o intervalo com vantagem de dez pontos: 67 a 57.

Os momentos descontraídos apareceram com mais frequência na segunda metade do confronto. Logo no início do terceiro quarto, Nezinho se preparava para cobrar um lance livre quando foi interrompido pelo apresentador de TV Tiago Leifert, que perguntou à torcida no ginásio se o armador do Brasília deveria arremessar ou não. Os francanos, é claro, não permitiram, e o atleta acabou sendo substituído antes de cobrar os tiros livres.

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Em seguida, um ataque brasileiro teve como definidor o árbitro Marcos Benito. Ele recebeu um passe de Marcelinho Machado e fez um arremesso de três pontos completamente livre de marcação. A bola, porém, não entrou.

A partida caminhou para o seu desfecho já definida, visto que o time dos estrangeiros não conseguiu mais se reaproximar no marcador. Assim, os jogadores das duas equipes aproveitaram os minutos finais para tentarem lances de efeito e agradar a torcida.

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Antes do cronômetro estourar e anunciar o fim do evento, ainda houve tempo para Shamel arriscar uma dança no meio da quadra e roubar a atenção de todo o público. 

 

*Repórter viajou a Franca a convite do NBB


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