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Bruno Fratus, gringas e fim do império do Pinheiros marcam Maria Lenk 2011

Bruno Fratus, gringas e fim do império do Pinheiros marcam Maria Lenk 2011

Atualizado: Segunda-feira, 9 Maio de 2011 as 9:42

Bruno Fratus foi um dos destaques do Troféu Maria Lenk 2011 (Foto: Satiro Sodré / CBDA)

  A surpreendente vitória de Bruno Fratus sobre Cesar Cielo nos 100m livre, o domínio estrangeiro entre as mulheres e o fim da hegemonia do Pinheiros foram alguns dos destaques do Troféu Maria Lenk 2011, que terminou neste domingo, no Parque Aquático Júlio Delamare, no Rio de Janeiro. Última seletiva para o Mundial de Xangai, em julho, a competição nacional também foi marcada pela busca por vagas na delegação que vai à China.

Aos 21 anos, Bruno Fratus atraiu os holofotes esta semana ao superar o campeão e recordista mundial Cesar Cielo na final dos 100m livre. Além da incrível vitória, o nadador do Pinheiros confirmou sua participação no Mundial de Xangai.

- O Maria Lenk deste ano foi muito melhor do que o do ano passado. Já configura um nível técnico mais avançado. O segundo ponto é o surgimento de novos nomes. Isso é muito interessante e faz parte da sobrevivência do esporte – avaliou o superintendente técnico da seleção brasileira, Ricardo de Moura.

Fratus não foi o único a garantir índice para a China na última seletiva. Henrique Barbosa também nadou abaixo da marca dos 200m peito e entrou para a lista de Xangai. Além deles, outros nadadores que já tinham feito o tempo exigido anteriormente confirmaram suas participações no Mundial durante o Maria Lenk.

Thiago Pereira e Cesar Cielo levam cinco ouros

Cielo subiu ao lugar mais alto do pódio cinco vezes (Foto: Leandra Benjamin/Fla Imagem)

  Apesar da derrota nos 100m livre, Cesar Cielo faturou cinco ouros (50m livre, 50m borboleta, 4x50m livre, 4x100m medley e 4x100m livre) e foi o terceiro atleta a somar mais pontos na competição. Thiago Pereira ficou em segundo no ranking, também com cinco vitórias (200m costas, 200m peito, 200m e 400m medley e 4x200m livre). Mas o melhor nadador da competição foi o tunisiano Oussama Mellouli. O campeão olímpico também foi campeão em cinco provas (1500m, 800m, 400m e 200m livre e 4x200m livre), mas conseguiu mais pontos ao garantir recordes de campeonato.

Nas disputas femininas, as estrangeiras dominaram o pódio da competição nacional. Com a presença de Rebecca Soni, Kirsty Coventry, Jéssica Hardy e Mireya Belmonte, as brasileiras foram coadjuvantes. Na pontuação geral feminina, as quatro melhores posições foram ocupadas pelas gringas, mostrando que a natação feminina do Brasil ainda não acompanha a evolução masculina. Mas Fabíola Molina e Daynara de Paula, únicas do país com índices em provas individuais para Xangai, se destacaram.

Na disputa entre clubes, o Minas acabou com a hegemonia de oito anos do Pinheiros. Além de boas contratações nacionais, como Fabíola Molina e Nicolas Oliveira, o clube mineiro investiu em fortes nomes estrangeiros (Rebecca Soni e Kirsty Coventry). O clube paulista, que perdeu importantes nadadores para o Flamengo, terminou em segundo lugar. Comandada por Cesar Cielo, a equipe rubro-negra completou o pódio.

Natação brasileira irá mais enxuta para o Mundial de Xangai

Felipe França, um dos destaques da equipe do Brasil em Xangai (Foto: Satiro Sodré/CBDA)

  Prezando pela qualidade no lugar da quantidade, a delegação brasileira deverá ter entre 20 e 24 nadadores no Mundial de Xangai, em julho. O Brasil caminha agora em um caminho inverso ao dos últimos anos. No último Mundial, em Roma-2009, o país viajou com 28 atletas. Desta vez, com nomes de peso como Cesar Cielo, Felipe França e Thiago Pereira, a ideia é levar apenas quem realmente tem chances de chegar à final.

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) impôs índices mais rígidos do que os estipulados pela Federação Internacional de Natação (Fina), e o resultado foi uma queda no número de nadadores classificados. Após a terceira e última seletiva para a competição, no Troféu Maria Lenk 2011, apenas 20 atletas conseguiram carimbar o passaporte para a China. A equipe, no entanto, ainda pode aumentar, já que integrantes com mais de uma vaga podem abrir mão de uma delas. Além disso, é cogitada a possibilidade de levar um reserva para o 4x100m livre masculino.

- Pela primeira vez, nós colocamos índices mais fortes que o "A" da Fina. Então, já é prevendo o nível de excelência que o esporte pede e que a gente precisa ter daqui para frente – disse Ricardo de Moura.

Mais uma vez, Cesar Cielo será o principal destaque da equipe. Com índice em três provas individuais (50m e 100m livre e 50m borboleta) e dois revezamentos (4x100m livre e 4x100m medley), o campeão olímpico ainda pode descartar a participação em uma delas. O vice-campeão mundial Felipe França será outro nome forte da seleção brasileira. Ele estará em três disputas (50m e 100m peito e 4x100m medley).

Com índice em quatro provas individuais (200m costas, 200m peito, 200m e 400m medley e 4x200m livre) e um revezamento (4x200m livre), Thiago Pereira será outra esperança de medalha do Brasil na China. O nadador do Corinthians já avisou, no entanto, que deve abrir mão de uma das disputas.          

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