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Burocrático, São Paulo derrota o Monterrey na reestreia de Cicinho

Burocrático, São Paulo derrota o Monterrey na reestreia de Cicinho

Atualizado: Quinta-feira, 11 Fevereiro de 2010 as 12

Não foi exatamente a atuação que os tricolores esperavam. Mas começar a Libertadores vencendo foi o que importou para os 35 mil são-paulinos presentes ao Morumbi na noite desta quarta-feira, dia 10.  Com dois gols de Washington, sendo que no primeiro deles quem tocou na bola foi o zagueiro Cervantes, o Tricolor Paulista fez 2 a 0 no Monterrey, que atuou com uma equipe mista. O time mexicano poupou seus principais jogadores para o clássico do próximo domingo, contra o Tigres, seu maior rival, pelo campeonato local.

Com o resultado, o time comandado por Ricardo Gomes divide a liderança do Grupo 2 da competição sul-americana com o Once Caldas (COL), ambos com três pontos. O time colombiano venceu o Nacional (PAR) pelo mesmo placar. E, na próxima rodada, os dois líderes se encontrarão, em duelo que acontecerá na cidade de Manizales, no próximo dia 25. Já o Monterrey, na mesma data, buscará a reabilitação diante do time paraguaio.

Já pelo Campeonato Paulista, a equipe do Morumbi voltará a campo no próximo fim de semana. Em pleno sábado de carnaval, o rival será o Ituano, em duelo marcado para o estádio Novelli Júnior, em Itu, às 16h (de Brasília).

Primeiro tempo fraco

Depois de tudo que os jogadores e o técnico prometeram na véspera, o primeiro tempo do São Paulo decepcionou. O time começou no esquema 4-4-2, formação na qual a equipe enfrentou o Santos, domingo passado, com Renato Silva como um falso lateral-direito e Jean como volante. Sem Dagoberto, machucado, Ricardo Gomes escalou o ataque com Marcelinho Paraíba e Washington.

E a ausência do velocista fez muito mal ao time, que era previsível e lento.  

Mas na única jogada em que a equipe trabalhou a bola, o gol saiu. Aos 12, Washington tocou para Hernanes, que lançou Marcelinho Paraíba na esquerda. O atacante esperou a passagem de Jorge Wagner e tocou para o camisa 7, que foi ao fundo e cruzou na medida para Washington. Cervantes se antecipou ao camisa 9 e, ao tentar cortar o lance, empurrou para o próprio gol. O atacante são-paulino nem quis saber e saiu comemorando. O árbitro argentino Sergio Pezzotta "embarcou" e deu o gol para ele.

Quem esperava que o time fosse deslanchar se enganou. Apesar dos gritos de Ricardo Gomes, o time seguiu burocrático. Washington, aos 18, teve grande chance para marcar de novo, após saída errada do goleiro Ortiz. Mas ao tentar encobri-lo, bateu fraco, facilitando a defesa. O Monterrey, por sua vez, adiantou a marcação e passou a ter espaço para tocar a bola.

O jogo se arrastou até o fim do primeiro tempo. Os mexicanos, sem qualidade técnica, rondaram a área de Rogério, mas não chegaram com perigo uma única vez. O São Paulo, em vantagem, também não assustava . Antes do apito do juiz, surgiram as primeiras vaias no Morumbi.

Assista aos gols da partida:

A volta discreta de Cicinho

Os dois times voltaram sem alterações para o segundo tempo. E o que também não mudou foi o fraco futebol apresentado. O São Paulo continuou em ritmo lento, enquanto o Monterrey, limitadíssimo, não levava perigo. Irritada, antes dos dez minutos, a torcida já pedia a entrada do recém-contratado Cicinho, que estava como opção no banco.

Aos 12, o São Paulo chegou com perigo em cobrança de falta de Rogério Ceni. Ortiz voou no ângulo esquerdo e fez grande defesa. Seis minutos depois, Hernanes, em jogada individual, bateu de pé esquerdo de fora da área e mandou à direita do gol. No Monterrey, o técnico Víctor Manuel Vucetich resolveu mexer e colocou seu time na frente, com a entrada de dois atacantes, Santana e Martinez, que entraram na vaga do apagado Val Baiano (ex-Barueri) e do volante Arellano.

Aos 21, quando já mostrava mais aplicação, o São Paulo teve nova chance de gol. Hernanes desceu pela direita e cruzou para Washington. A zaga mexicana afastou o perigo e, na volta, Cléber Santana bateu errado, por cima. O torcedor, irritado, não perdoou mais um erro, vaiou e, mais uma vez, pediu Cicinho. E Ricardo Gomes, aos 28, resolveu atender à voz das arquibancadas e chamou o camisa 23 que, após cinco anos, voltou a vestir a camisa do time.

Aos 30, saiu o segundo gol. Hernanes cobrou escanteio pela esquerda, Jorge Wagner desviou de cabeça, e Washington, na segunda trave, só empurrou para o gol vazio. Com o jogo definido, o técnico Ricardo Gomes aproveitou para fazer nova alteração e tirou o cansado Marcelinho Paraíba para pôr Marlos. Nos minutos finais, o Monterrey buscou mais o ataque, mas nada que assustasse o São Paulo, que segurou a vantagem até o fim.

Por: Marcelo Prado

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