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Busca por recorde e disputa Brasil x Quênia dão o tom da Maratona

Busca por recorde e disputa Brasil x Quênia dão o tom da Maratona

Atualizado: Sábado, 18 Junho de 2011 as 10:23

Com Paul Tergat, quenianos e brasileiros posam para

foto juntos (Foto: Sérgio Shibuya / ZDL)

  Domingo será dia de Brasil x Quênia na Maratona de São Paulo. Apesar da presença de atletas de destaque de outros países, como Etiópia e Tanzânia, brasileiros e quenianos concentram a briga pelo título da 18ª edição da tradicional prova paulista. Além disso, o retrospecto de ambos os países garante um tempero especial à disputa. Os brasucas faturaram a maratona em sete oportunidades, enquanto o país africano tem uma vitória a mais (veja todas as vitórias masculinas no infográfico abaixo) . A TV Globo mostra ao vivo a largada da prova feminina, às 7h50m, e, na sequência, às 8h25m, a saída masculina. A partir das 9h, a corrida será exibida no Esporte Espetacular.

  - Os quenianos se destacam nas provas de fundo. Mas maratona é maratona. São 42 quilômetros onde tudo pode acontecer. Está todo mundo treinando para fazer o seu melhor no domingo - diz o campeão da Maratona de São Paulo de 2005, José Teles, que, na ocasião, venceu a prova com a marca de 2h19m47s.

O duelo pela hegemonia no masculino, porém, não é a única atração do evento que vai reunir 20.000 corredores pelas ruas de São Paulo. A organização da prova acredita que, por conta do alto nível dos atletas na disputa, há uma grande chance de que ocorra a quebra do recorde, que atualmente pertence ao medalhista olímpico Vanderlei Cordeiro, conquistado em 2002, com a marca de 2h11m19s. Ao menos, no que depender da expectativa dos quenianos, a marca cai nesta edição.

- Estou feliz de estar aqui. Disputei a Maratona de São Paulo do ano passado e me preparei muito bem neste ano. Acho que vou correr para o recorde - diz o atual campeão da prova Stanley Biwott, que venceu no ano passado com o tempo de 2h11m21s, apenas dois segundos a mais que o recorde de Vanderlei.

Além do vencedor da última edição, o “time” queniano vem recheado de estrelas para manter a hegemonia. Tricampeão da São Silvestre (2002, 2004 e 2007), o queniano Robert Cheruiyot, que já faturou a centenária Maratona de Boston nada menos que quatro vezes, fará sua estreia na Maratona de São Paulo  e chega credenciado como um dos favoritos. Cheruiyot, porém, não acredita que a quebra do recorde será necessariamente uma tarefa fácil.

Quenianoschegam com força para a corrida deste domingo (Foto: Sérgio Shibuya / ZDL)

  - Estou feliz de estar no Brasil. Acho que vou aproveitar, mas não sei se vai dar para quebrar o recorde do Vanderlei. Os brasileiros e quenianos estão iguais. Podemos dar o exemplo do Marilson, que vem correndo muito bem e está no mesmo patamar dos mais fortes – diz Cheruiyot, que conquistou o tempo mais rápido de sua vida na Maratona de Chicago em 2007, completando o trajeto em 2h07m35s.

Franck Caldeira é esperança de quebrar hegemonia 

queniana (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

  A elite estrangeira também terá a presença dos quenianos David Kemboi Kiyeng, James Kwambai e Ivuti Mutuku. Musenduki Mohamedi Ikoki, da Tanzânia, além dos etíopes Haylu Abebe Dagaga, Dessalegn Biru Gemechu, Megersa Gorsa Tafa e Wegayehu Girma também figuram entre os favoritos.

Para frear a empolgação dos sempre perigosos quenianos, o Brasil vai para a prova com uma tropa de elite, liderada pelo campeão da edição de 2004 Franck Caldeira. José Teles, Damião Ancelmo de Souza, Giovani dos Santos, Marcos Alexandre Elias, Giomar Pereira, José Everaldo, Ivanildo Pereira, Sérgio Celestino e Paulo da Silva são outras das esperanças brasucas.

Brasil tem amplo domínio na disputa feminina

O equilíbrio que se vê no masculino simplesmente não existe na disputa entre as mulheres. Das 16 edições que ocorreram até hoje, 12 foram vencidas por brasileiras. As quenianas só foram as mais rápidas em três oportunidades, enquanto a russa Ilyna Nadezhda foi a única atleta fora do eixo hegemônico da Maratona de São Paulo a ser campeã na prova, em 95 - ano da primeira edição do torneio ( Confira todas as vencedoras no infográfico abaixo ).

Além do amplo domínio de conquistas em São Paulo, o Brasil tem também o recorde da prova, de 2h36m07s, conquistado em 2002 por Maria Zeferina Baldaia. Nesta edição, duas atletas brasileiras aparecem com chances de vitória: Sueli Pereira e Marily dos Santos. Esta liderava em 2010 até os últimos dois quilômetros, mas perdeu posições devido a cãibras.

Recorde de Cheruiyot é quase 4min. abaixo do tempo

de Vanderlei (Foto: Sérgio Shibuya / ZDL)

  - Tudo vai depender de como estará o frio. As estrangeiras querem fugir do calor. Quanto mais frio estiver, menor o tempo. O percurso deste ano mudou um pouco. Não sei se podemos baixar ou aumentar nossos tempos. É o clima que vai dizer - diz Marily.

Entre as quenianas, a esperança gira em torno do nome de Nancy Kipron. Acostumada a provas no Brasil, a queniana vai debutar na Maratona de São Paulo, mas chega como uma das favoritas. Na verdade, ela disputou apenas uma prova de 42 quilômetros até hoje, em 2006, em Istambul, na Turquia, quando conseguiu o tempo de 2h45m.

A prova deste domingo será dividida em quatro percursos: 42, 25, 10 e uma caminhada de 3 quilômetros. A largada da Maratona de São Paulo será na Av. Jornalista Roberto Marinho, próximo à Ponte Estaiada, cartão postal da cidade. A chegada das provas de 42 e 10 quilômetros serão perto do Obelisco, no Ibirapuera. Já o fim dos 25 quilômetros será na Av. Escola Politécnica (ao lado do IPT), enquanto a caminhada começará e terminará na Av. Jornalista Roberto Marinho.          

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