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Campo de golfe do Rio-2016 pode ser construído em condomínio residencial

Campo de golfe do Rio-2016 pode ser construído em condomínio residencial

Atualizado: Sexta-feira, 8 Outubro de 2010 as 8:48

O rúgbi e o golfe entraram no quadro de esportes dos Jogos Olímpicos de 2016 uma semana depois da escolha do Rio de Janeiro para sediar a competição. Fora do projeto de candidatura, as duas modalidades ainda não têm seus locais de competição definidos. Enquanto o rúgbi espera a liberação do Vasco da Gama para usar o estádio de São Januário, o golfe vive agora a expectativa da construção de um campo olímpico em um condomínio residencial, localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

O Gávea Golfe Clube e o Itanhangá Golfe Clube foram as duas primeiras opções levantadas para receber as disputas da modalidade em 2016. Este ano, porém, a própria direção do Gávea e a Federação Internacional concordaram que o clube não conseguiria atender às necessidades de infraestrutura que uma competição deste porte exige. O Itanhangá, no entanto, não foi completamente descartado, mas também não é mais apontado como uma das principais possibilidades.

O presidente da Confederação Brasileira de Golfe, Rachid Orra, revelou que já existe um terreno em vista para a construção de um novo campo olímpico de golfe na cidade. O alvo é o Riserva Uno, um condomínio residencial de luxo, localizado na Barra da Tijuca. O empreendimento de 43.000 m² já teria, inclusive, um projeto para a construção do campo e licenciamento ambiental. Segundo o dirigente, a Prefeitura e o Comitê Rio-2016 estão negociando com a iniciativa privada esta possibilidade.

- A meta é fazer a empresa privada ceder um espaço em prol da valorização da área. O campo de golfe valoriza os empreendimentos. É um lugar bonito e seguro. Muitos condomínios no mundo todo têm campos de golfe porque isso valoriza a área – explicou Hashide.

Ainda que fique dentro de um condomínio residencial, o objetivo é que o novo campo possa ser desfrutado por toda a população depois das Olimpíadas de 2016.

- A ideia número 1 é fazer um campo aberto ao público. Esse é o objetivo. Estamos caminhando nesse planejamento. Mas ainda não há nada certo. Até o fim do ano isso será decidido para que, no ano que vem, se inicie a construção - afirmou o presidente.

Presidente do Gávea Golfe Clube e conselheiro do esporte no Comitê Rio-2016, José Antônio Brito ressaltou que a combinação entre as empresas privada e pública pode garantir um bom legado para a modalidade na cidade do Rio de Janeiro.

- Os principais campos do mundo são públicos com gerência privada. A nossa ideia é tentar fazer um campo público, que pudesse ser um Centro de Treinamento do golfe brasileiro, abrigar a federação do rio, ser um dos 100 melhores campos do mundo, e causar um forte impacto ambiental - listou.

A prefeitura do Rio de Janeiro, no entanto, evita dar pistas sobre o local escolhido. Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, diz “desconhecer qualquer informação sobre negociação e construção de uma instalação para abrigar as competições de golfe”.

  Por Lydia Gismondi Rio de Janeiro

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