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Cannavaro se despede querendo ser lembrado pelo feito de 2006

Cannavaro se despede querendo ser lembrado pelo feito de 2006

Atualizado: Sexta-feira, 25 Junho de 2010 as 1:31

Fabio Cannavaro coletiva Itália eliminada (Foto: AP)  

Não foi certamente a despedida idealizada por Fábio Cannavaro. O italiano que mais jogou pela seleção, 136 partidas, até tentou ser simpático, esboçou alguns sorrisos, mas tinha a decepção no rosto. Depois de liderar o tetracampeonato, em 2006, ele foi o capitão, também, da mais decepcionante participação do país em Mundiais. A última imagem dele vestindo azul é a da derrota contra a Eslováquia. Mas ele espera que não seja a mais lembrada. - O que conquistei em 2006 foi muito importante para mim e para o país. Não acredito que vão tirar isso de mim - desabafou o único atleta a falar no dia seguinte à eliminação.

Eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa, em 2006, Cannavaro tinha a chance de se tornar o único capitão a levantar a taça em duas Copas. Mas terminou o torneio decepcionado com a performance italiana.

- Sabíamos que seria muito difícil vencer novamente, mas planejávamos chegar muito mais longe. Foi um pecado. Agora é hora de encarar o outro lado. Quando você ganha, recebe os cumprimentos, quando perde precisa saber que virão as críticas - afirmou.

Próximo de completar 37 anos, Cannavaro deve disputar apenas uma temporada pelo Al-Ahly antes de encerrar a carreira. Terminará como o capitão de 2010, mas, sobretudo, como o líder de 2006. Ao encerrar a entrevista, recebeu abraços e alguns pedidos de autógrafo. Mesmo derrotado, saiu de cena sob reverência, já como uma lenda do futebol italiano.     Por Rafael Pirrho Direto de Irene, África do Sul

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