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Capitão do Coxa, Jéci festeja: 'Saiu um caminhão das minhas costas'

Capitão do Coxa, Jéci festeja: 'Saiu um caminhão das minhas costas'

Atualizado: Quarta-feira, 10 Novembro de 2010 as 1:06

A última terça-feira foi um dos melhores dias da vida de Jéci. Depois de um longo ano sofrendo pressões, o jogador finalmente pôde respirar mais aliviado. Com os resultados da rodada, o Coritiba está matematicamente classificado para a Série A do ano que vem. Dentro do elenco alviverde, talvez poucos tenham a noção exata do que isso significa para o capitão do Coxa. Presente no fatídico dia da queda, ele se emociona até hoje ao lembrar do que aconteceu naquela tarde no Couto Pereira.

- Foi o momento mais triste da minha vida. Nunca tinha sido rebaixado e a sensação era horrível demais. A queda em si já foi muito dolorosa. Mas o vandalismo que teve no estádio foi o tiro de misericórdia. Foi muito difícil passar por tudo aquilo. Com o acesso, parece que saiu um caminhão das minhas costas – lembra.

Mas o sofrimento de Jéci e de outros jogadores que participaram do dia da queda não acabou ali. O time teve que passar por muitas dificuldades até poder comemorar a volta à elite do futebol nacional.

- Os mais experientes do grupo, como eu e o Edson Bastos, sofremos muita pressão. Tínhamos na nossa cabeça que precisávamos colocar o Coritiba de volta na Série A, mas havia muitas dúvidas sobre o que aconteceria em 2010. Graças a Deus, deu tudo certo.

Confira a entrevista completa com o capitão alviverde:

Por ser o capitão do time sente que houve uma cobrança maior em cima de você?

Com certeza. Para quem ficou do ano passado para este, a pressão foi enorme. Não só pela queda, mas pela repercussão que toda aquela confusão teve. Foi um ano muito duro. Os mais experientes do grupo, como eu e o Edson Bastos, sofremos muita pressão. Tínhamos na nossa cabeça que precisávamos colocar o Coritiba de volta na Série A, mas havia muitas dúvidas sobre o que aconteceria em 2010. Graças a Deus, deu tudo certo.

A conquista do Paranaense aliviou um pouco a cobrança, não?

Claro. Nosso time foi muito bem no estadual. Chegamos a vencer nove seguidas e isso trouxe a torcida de volta. Nossa campanha foi muito sólida e isso ajudou para que os torcedores confiassem de novo no time.

O acesso tira um peso grande sobre seus ombros?

Parece que saiu um caminhão das minhas costas. O pessoal que chegou este ano não tem tanta essa ideia. Mas para os caras que ficaram ano passado, principalmente para os líderes do grupo, é uma felicidade muito grande todo esse pesadelo ter acabado. Acontecem coisas dentro do clube que ninguém fica sabendo. Só quem está aqui sabe o que foi este ano.

A queda do Coritiba foi bastante inesperada. O time chegou a ter grande distância para o Z-4 mas desatou a perder. O que aconteceu?

Faltou comprometimento. Depois que chegamos aos 43 pontos, todo mundo achava que a gente já estava salvo. Ainda mais porque tínhamos ganho um Atletiba. Mas a realidade não era essa. Muitos jogadores passaram a receber propostas de outros clubes e isso acabou se refletindo em campo. O extra campo atrapalhou muito na reta final. E aí aconteceu aquilo. Não gosto nem de lembrar.

Você ainda fica muito emocionado quando fala da queda.

Foi o momento mais triste da minha vida. Nunca tinha sido rebaixado e a sensação era horrível demais. A queda em si já foi muito dolorosa. Mas o vandalismo que teve no estádio foi o tiro de misericórdia. Foi muito difícil passar por tudo aquilo.

Agora que o acesso está garantido, quais suas metas para daqui em diante?

Queremos o título da Série B. Para nós, isso é importante. Tenho contrato até depois do estadual e quero ser campeão novamente. Depois a gente vai sentar e discutir se fico ou não. Mas isso não é para ser pensado até o fim da Série B.

Por: Thiago Fernandes

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