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Ceará e Botafogo empatam no bom duelo em preto e branco: 2 a 2

Ceará e Botafogo empatam no bom duelo em preto e branco: 2 a 2

Atualizado: Domingo, 5 Junho de 2011 as 8:40

    Bom público - ainda que o divulgado oficialmente tenha sido de aproximadamente10 mil pagantes -, boa partida, muita movimentação, quatro gols, emoção até o fim e apenas dois cartões amarelos. Como lado negativo, as falhas das defesas. Mas quem foi ao estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, ou acompanhou pela TV, não se arrependeu. Neste sábado à noite, o duelo em preto e branco entre Ceará e Botafogo mostrou duas equipes empenhadas em vencer. O empate por 2 a 2 até que acabou justo. O Alvinegro carioca mandou na primeira etapa. O Vovô, na segunda. 

Elkeson e Antônio Carlos marcaram para o Botafogo que, com quatro pontos, ocupa a zona intermediária da tabela. Osvaldo e Michel fizeram os do time da casa, que também tem quatro pontos. Na quarta rodada, o Vovô vai a Goiânia encarar o Atlético-GO, no Serra Dourada, no próximo domingo. O clube carioca receberá no mesmo dia, no Engenhão, o Coritiba.

Velocidade

Foi num ritmo alucinante que o duelo de alvinegros começou e ficou por um bom tempo na primeira etapa. Com esquema privilegiando ocupar bem o meio-campo - o 4-5-1 -, o técnico Caio Junior deu a senha de que queria um Botafogo frenético na marcação e chegando com velocidade ao ataque. O time imprensou de cara o Vozão em seu campo defensivo. Marcelo Mattos e Lucas Zen faziam o trabalho de operários para os três meias imprimirem seu ritmo.

Do lado direito, Maicosuel buscava as boas arrancadas que sabe dar com a bola no pé e chamava Alessandro para tabelar nas ultrapassagens. Pela esquerda, era Everton que procurava abrir o leque de opções - na primeira jogada, reclamou com razão de uma falta cometida por Fabrício, que interceptou a bola com o braço perto da grande área. O árbitro Sálvio Spinola mandou o jogo seguir.

E como seguiu. Com dois meias abertos e o outro - Elkeson - mais centralizado, o Botafogo tocava bem a bola. Mas o esquema deixava o atacante argentino Herrera - de volta à equipe - muito isolado na frente. Nenhum dos três armadores se aproximava do camisa 17 na área. Esse foi o grande problema. A zaga do time cearense acabou com o trabalho facilitado.

Se a defesa do Vovô dificultava a vida do Botafogo, o meio-campo, aos poucos, foi tirando o time do sufoco imposto pelos visitantes. Com três volantes e Iarley na armação, procurava explorar os contra-ataques, contando com a velocidade de Marcelo Nicácio e Osvaldo, deslocado para o lado direito para aproveitar as saídas do lateral Cortês.

Gols e show de erros do árbitro

Não dava certo. Pior: foi Cortês quem puxou a jogada fatal do gol alvinegro, aos 28 minutos. Em arrancada pela esquerda, tocou para Elkeson, que arriscou um forte chute da entrada da área. A bola quicou e enganou o goleiro Fernando Henrique, que falhou no lance.

 Sorte do Ceará é que a defesa do Botafogo, até então impecável na partida, começou a falhar. O mesmo Osvaldo já aparecia pela meia esquerda. Por ali recebeu presente de Fábio Ferreira, que hesitou com Antônio Carlos para ir na bola e tocou errado dentro da área. O perigoso camisa 10 do Vovô bateu e ainda contou com desvio do camisa 4 do Alvinegro carioca para tirar o goleiro Renan do lance: 1 a 1, aos 35 minutos.Erros piores, só os do árbitro Sálvio Spinola, que mostrou péssima colocação em dois lances ( veja no vídeo acima ). Em um, "tabelou" com Everton na jogada do Botafogo. No outro, esbarrou no lateral Vicente, atrapalhando o Vovô. Mas a maior irritação foi de Maicosuel e Herrera, após Lucas Zen errar um contra-ataque pela direita. O jeito era explorar mesmo o lado esquerdo, e Cortês bem que fez o serviço direitinho ao ir à linha de fundo e centrar na medida para Everton cabecear para fora a chance do desempate.

Duelo tático e mais gols

O empate na primeira etapa acabou injusto para o Botafogo, melhor na partida, ainda que o Ceará tenha crescido um pouco nos minutos finais - esbarrou na fraca pontaria dos atacantes. O técnico Vagner Mancini resolveu mexer no lado direito do time: sacou o lateral Murilo, dominado por Cortês. Botou o garoto Sinho, um meia ofensivo pela direita, e deslocou João Marcos para a lateral - justamente o que subiu melhor ao ataque e até criou boa chance.

Caio Junior deu o troco. Botou Maicosuel no lado esquerdo para ajudar Cortês e passou Everton para armar pela direita. A partida ficou equilibrada. O Vovô melhorou o jogo aéreo, mas Marcelo Nicácio desperdiçava chances. Do lado alvinegro, Elkeson mostrava seu poder de fogo nos chutes de fora da área - em uma boa oportunidade, Fernando Henrique, dessa vez, conseguiu espalmar.

Everton sumia em campo, dando sinais de cansaço. Acabou trocado por Thiago Galhardo. O Ceará subia mais ao ataque, e Michel, que tomava conta do meio-campo e já arriscara antes de fora da área, recebeu de Iarley e bateu na veia aos 17. Renan ainda tocou na bola. Apesar da violência e da beleza, o chute não era indefensável.

A virada do Ceará fazia jus ao domínio no segundo tempo. Mais compacto, o time tocava melhor a bola, e o Botafogo sentia o golpe do segundo gol. O Alvinegro carioca já não mostrava a velocidade e o vigor da primeira etapa. Mas é aí que a bola pune. Era cedo para o Ceará se limitar a tentar esfriar o jogo. E se no primeiro tempo a zaga do Botafogo deu presente para o Vovô, a cearense devolveu. Em falta cobrada pela direita, aos 28 minutos, Marcelo Mattos veio de trás e deu carrinho na bola, que sobrou para Antônio Carlos, livre, empurrar para as redes.

Os técnicos voltaram a mexer. Vagner Mancini sacou o apagado Marcelo Nicácio e pôs Júnior. Caio Junior trocou os cansados Lucas Zen e Maicosuel por Somália e Caio, Depois, o Ceará fez a última mexida, com Geraldo no lugar de Iarley. Júnior quase fez de cabeça para o Vovô. Thiago Galhardo mandou na trave. Foi emoção até o fim. Ninguém merecia perder.

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