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Charles Chaplin e Amazônia embalam nado sincronizado brasileiro

Charles Chaplin e Amazônia embalam nado sincronizado brasileiro

Atualizado: Sexta-feira, 26 Março de 2010 as 12

De Charles Chaplin a "Avatar", da Amazônia ao yin e yang, do Blue Man Group ao Funk Como Le Gusta. É mais ou menos essa a mistura que o Brasil vai levar para as piscinas colombianas, onde a equipe de nado sincronizado estreia nesta sexta-feira nos Jogos Sul-Americanos de Medellín. Com 10 atletas, a seleção verde-amarela sabe que chegou a hora de mostrar dentro d'água o resultado de um longo processo para escolher as trilhas sonoras e as coreografias.

As ideias partem da supervisora técnica da seleção, Mônica Rosas, mas o trabalho está longe de ser uma ditadura:

- As atletas participam o tempo inteiro e criam a maior parte dos movimentos. Para a coreografia, elas têm que aprovar também. É um processo longo. Primeiro vem a ideia, em seguida há uma pesquisa do tema. Depois temos que procurar uma música boa, porque o som tem a mesma importância do tema – explica Maura Xavier, uma das treinadoras da equipe.

Na piscina de Medellín, o Brasil será representado por Giovana Stephan, Lara Teixeira, Nayara Figueira, Branca Feres, Bia Feres, Michelle Frota, Pamela Nogueira, Lorena Molinos, Joseane Martins e Gabriela Figueiredo. Em dezembro do ano passado, surgiu a ideia de usar, na disputa por equipes, "Tempos modernos", de Charles Chaplin, e a Floresta Amazônica. Fã de Chaplin, Mônica sempre quis colocar o filme em uma coreografia. A parte ecológica apareceu como sugestão num momento em que tragédias naturais abalaram o Haiti e o Chile. 

Na disputa por equipes, a seleção terá duas chances de medalhas. Na rotina técnica, que terá o filme de Chaplin como tema, todos os times têm de obedecer a um número específico de movimentos. A Amazônia entra na rotina livre, quando os países podem escolher suas coreografias, com liberdade maior na apresentação.

A coreografia de "Tempos modernos" terá duração de 2m58s, enquanto a amazônica terá quatro minutos. Nesse período, a música poderá fazer a diferença. Maura explica como ocorreu o processo de escolha das trilhas.

- A música da rotina técnica é do filme do Chaplin. A da Amazônia eu procurei em vários CDs. Eu tinha visto "Avatar" e adorei aqueles barulhos, mas não seria exatamente a Amazônia. Então fomos por partes e pegamos outras músicas. A terceira é do desenho do Avatar, acelerada. Depois ainda entramos com o barulho de animais para ficar com um clima mais amazônico – conta Maura, que só lamenta não ter tido mais tempo para ensaiar as coreografias.

Finalistas no Mundial de Roma em 2009, Lara Teixeira e Nayara Figueira vão reeditar na Colômbia a parceria que fez sucesso na Itália. A competição por duplas também terá novidades nas coreografias. Na rotina técnica, as meninas vão competir ao som da banda Funk Como Le Gusta. Na livre, haverá uma mistura de yin e yang com a performance do grupo teatral americano Blue Man Group. 

Por: Lucas Loos

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