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Cheia de cuidados, Mari se recupera em Saquarema: 'Pareço uma velhinha'

Cheia de cuidados, Mari se recupera em Saquarema: 'Pareço uma velhinha'

Atualizado: Sexta-feira, 10 Setembro de 2010 as 8:24

O joelho direito está sendo tratado com muito carinho. No CT de Saquarema, onde desde a última segunda-feira iniciou o processo de recuperação da cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado , Mari conta que os dias têm demorado a passar, mas que a companhia das jogadoras da seleção brasileira tem sido valiosa. Não faltam mimos à ponteira.

- Pareço uma velhinha, cheia de cuidados. Tenho a ajuda das meninas, da comissão e do pessoal do Rio de Janeiro - disse a jogadora, que na próxima temporada vai defender a equipe de Bernardinho.

Enquanto o elenco comandado por José Roberto Guimarães treina para a conquista do título inédito do Campeonato Mundial, a partir do dia 29 de outubro, no Japão, Mari segue uma rotina à parte. Duas amigas, no entanto, estão sempre ao seu lado. Seja no período da manhã ou da noite, as cadelas Bextra e Mel acompanham seus avanços.

- Operei há apenas cinco dias e já consigo dobrar e esticar o joelho. Todos estão falando que o início da recuperação está muito bom. Principalmente na hora do gelo, que faço pertinho do gramado, brinco com elas. Bextra é da raça Border Collie, é meu xodó. Adora que joguem bola para ela - contou a ponteira, com a yorkshire Mel no colo.

O café da manhã está sendo levado no maior quarto do CT, reservado para uma melhor acomodação da campeã olímpica. O banho, que antes não passava de 15 minutos, agora chega a quase uma hora.

- Estou demorando um tempão no chuveiro. É complicado limpar tudo tendo que ficar sentada - brincou, soltando uma gargalhada.

Mari evita ficar de muletas ou com o pé no chão. Diz que a posição facilita a circulação sanguínea, o que causa dor. Prefere ficar na cadeira de rodas ou em uma almofada improvisada. Por isso, na hora do almoço, um carro vai buscá-la no quarto para percorrer o rápido caminho de 200 metros.

- Quanto menos ficar com o pé para baixo, melhor. O refeitório é pertinho, mas foi uma forma que encontrei de evitar a dor. Vou cumprir tudo o que os médicos determinarem e esperar o tempo que for necessário. Quero me recuperar, voltar logo, mas sem riscos.

fonte: Globo Postado por: Juliana Melo

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