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Cidade-fantasma, Martinsville tenta se transformar nas passagens da Nascar

Cidade-fantasma, Martinsville tenta se transformar nas passagens da Nascar

Atualizado: Segunda-feira, 4 Abril de 2011 as 9:56

Uma cidade-fantasma. Esta é a imagem de Martinsville, na Virgínia, para os visitantes. Pelo menos fora dos horários das duas corridas da Nascar, maiores eventos no calendário do município. O autódromo fica algumas milhas distante do centro, onde as ruas são consideradas perigosas e a maioria das lojas é de patrocinadores da categoria.   Lá, no centro, pouquíssimas pessoas se arriscam a caminhar em uma tarde de domingo. A polícia local conta com um efetivo de 48 profissionais para os 16 mil habitantes da cidade, que tem, há três anos, a terceira maior taxa de homicídios do estado. No último domingo, depois da corrida, apenas alguns adolescentes faziam manobras de skate no estacionamento vazio do Museu de História Natural da Virgínia, uma das poucas opções culturais da cidade.     Segundo um dos policiais que cuidam da pequena cidade, os maiores problemas são o desemprego - o número de vagas de trabalho caiu 17,8% na última década, principalmente nas indústrias que saíram da região - e o tráfico de drogas. Eles recebem cerca de 35 mil chamadas da população por ano, seja de casos mais brandos, como um cachorro que late alto, ou de mais graves, como agressões ou assassinatos.

Apesar dos problemas sociais, a cidade é bem conservada. Não se vê lixo nas ruas; as árvores, impecavelmente podadas, assim como os arbustos. A maioria dos cidadãos de Martinsville tem empregos públicos, como no hospital municipal ou na prefeitura. Para fazer dinheiro com a passagem da Nascar, várias casas alugavam suas garagens ou transformavam seus quintais em estacionamentos com preços de até US$ 30. É a oportunidade para ganhar um extra.      

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