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Coach K, homem certo na hora certa para resgatar o prestígio americano

Coach K, homem certo na hora certa para resgatar o prestígio americano

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 8:59

Quando foi apresentado como o novo técnico da seleção dos Estados Unidos em 2005, Mike Krzyzewski ouviu de Jerry Colangelo, manda-chuva do basquete americano, a seguinte a frase: "Ele é o homem certo na hora certa". O país do basquete vinha perdendo prestígio desde o Mundial de 2002. Ficou em sexto em Indianápolis e em terceiro nas Olimpíadas de Atenas-2004. Era o sinal de alerta. Com Coach K no comando, a retomada foi iniciada. Começou com um bronze no Mundial do Japão-2006 e emendou uma sequência vitoriosa com os ouros no Pré-Olímpico de Las Vegas-2007, nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e agora na Turquia. Tudo isso sem despentear o cabelo cuidadosamente arrumado.

Caminhada pautada pelo resgate do respeito daquele que sempre se orgulhou de ser o melhor basquete do mundo. Quando se tem por perto Kobe Bryant e outros astros da NBA, o trajeto costuma ser mais fácil e seguro. Só que desta vez Krzyzewski não pôde contar com nenhum dos campeões olímpicos. Os problemas se multiplicavam. Ele perdia os pivôs por lesões e precisava fazer daquele time B, mesmo sem os homens altos no garrafão, um representante à altura do nome que carregam na camisa.

A fórmula foi apostar numa defesa sufocante e num contra-ataque quase sempre mortal. Fora de quadra, o trabalho era para dar confiança aos jovens jogadores. Conseguiu. O estilo zen e polido poucas vezes deixou de ser assim ao longo do Mundial. Levantar do banco e gritar, só em momentos raros. Foi assim durante a partida contra o Brasil. Na decisão contra a Turquia, neste domingo, ele ia até a linha lateral para orientar o posicionamento de Kevin Durant ou para reclamar com a arbitragem quando dois jogadores se estranhavam. Fora isso, voltava para o seu lugar e mexia na barra da calça a cada cesta convertida por seus pupilos. Uma boa defesa também merecia aplausos. Na hora da euforia, três pontos de Durant tiraram o treinador da linha. Ele vibrou e já sabia, bem antes do fim daquele confronto, que tinha conseguido cumprir mais uma vez a missão.

Não foi à toa que, ao fim do jogo, o técnico foi colocado no centro da roda para ser parabenizado por todo o elenco que ele tanto alimentou de autoestima. Com ouro no peito, eles responderam dentro da quadra às críticas sobre seu potencial.

- Eu me tornei um técnico muito melhor depois que comecei a enfrentar e aprender com grandes técnicos que há no basquete internacional. Com os grandes jogadores e com as grandes equipes. O mundo é grande demais, há muitas pessoas boas. Nosso objetivoo é trazer medalhas de ouro, mas também o respeito das pessoas no mundo. Se não conseguirmos uma conquista não será tão grande - disse o treinador.

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