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Coadjuvantes aproveitam chance de ver e conhecer os protagonistas

Coadjuvantes aproveitam chance de ver e conhecer os protagonistas

Atualizado: Terça-feira, 21 Dezembro de 2010 as 7:42

Alta e esguia, Cleia Guilhon mais parecia uma modelo posando para os fotógrafos. Melhor atleta da esgrima, a brasiliense de 21 anos participa pela segunda vez da cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico. É protagonista de um esporte coadjuvante no Brasil.Assim como outros homenageados na festa, aproveita a oportunidade para reencontrar ou conhecer ídolos nacionais.

- Eu queria conhecer o Murilo. Ele é um ícone do esporte. No ano passado eu conheci o Cielo, mas neste ele não veio.... É importante estar aqui e ver que seu esporte é tão reconhecido quanto os outros, mais populares. E para ver que a gente tem condição de chegar ao nível deles – disse Cleia.

Fabiana dos Santos, do bobsled, já é uma veterana na festa. Nesta segunda-feira, a atleta dos esportes de gelo escolheu um modelito verão e veio de São Paulo ao Rio de Janeiro ansiosa para reencontrar amigos. Entre eles, as jogadoras de polo aquático Luiza Carvalho e Bárbara Amaro, com quem chegou a dividir apartamento tempos atrás.

- É uma boa oportunidade para revê-los. Às vezes a gente se encontra em campeonato.   Daniel Paiola, por exemplo, queria encontrar Bruninho, ex-parceiro de badminton. O hoje levantador da seleção brasileira de vôlei antes arriscava-se no outro esporte. Daniel terminou o ano na 71ª posição do ranking mundial, posição que lhe garantiria uma vaga nos Jogos de Londres-2012.

- Uma vez eu joguei vôlei com ele, pois faltou um para completar o time. Nem me mexi em quadra – disse, rindo, ao lado do wakeboarder Marcelo Giardi, o Marreco.

Emoção de ver o marido sendo homenageado

Quem não tirava o sorriso do rosto também era Lucélia Ribeiro. Primeira mulher tricampeã nos Jogos Pan-Americanos, a karateca viveu uma nova emoção em 2010. Ela, que já comparecia ao Brasil Olímpico há quatro anos para ser homenageada, virou tiete do marido, Douglas Brose, que conquistou o prêmio de melhor atleta do karatê.

- O sucesso dele é o meu. Merece demais estar aqui. Para a gente, é muito emocionante ver todos esses atletas talentosos no mesmo lugar. Uma oportunidade de conhecer gente nova, que admiramos. Só tem elite aqui – brincou a atleta.

Assim como Lucélia e Douglas, Juliana Almeida também representa um esporte que não faz parte do programa olímpico. Ela é atleta da patinação artística e aproveita o evento para fazer o papel de “promoter” da modalidade.

- Fiquei muito ansiosa hoje. Estou na patinação há dez anos e nunca me senti assim, tão homenageada. Ainda mais porque o meu esporte não é tão conhecido. Esse é, com certeza, um dos dias mais importantes da minha vida – afirmou a patinadora.

Gustavo Tsuboi vira ‘gringo’ no evento

Há quatro anos, Gustavo Tsuboi mora na França e joga na liga profissional de tênis de mesa do país. Destaque do Brasil na modalidade, o atleta aproveitou para deixar o “estrangeiro” de lado e se enturmar com os outros esportistas.

- Essa é a primeira vez que venho, com o bônus de ter sido escolhido o melhor do tênis de mesa. Isso me enche de orgulho, ver que estou entre tanta gente boa. Olho para o lado e nem acredito em quem eu vejo. É muito bom estar aqui de novo – concluiu.

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