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Com base similar à de 2010, Corinthians perde padrão e Palmeiras ressuscita

Com base similar à de 2010, Corinthians perde padrão e Palmeiras ressuscita

Atualizado: Sábado, 5 Fevereiro de 2011 as 9:31

Quem olha para as escalações de Palmeiras e Corinthians no final de 2010 e neste começo de 2011 vê poucas alterações. Em campo, porém, a diferença é grande. O time alvinegro está em crise e não consegue repetir o padrão de jogo do ano passado. Já a equipe alviverde dá indícios de que encontrou uma maneira de ser competitiva e é favorita para o clássico de domingo, às 17h, no Pacaembu.

Entre os titulares do Corinthians saíram William, que se aposentou, e Elias, vendido ao Atlético de Madri. No Palmeiras, Edinho foi para o Fluminense.

Os reforços que chegaram são, nos dois clubes, em boa parte para a reserva. Tite escalará Fábio Santos porque Roberto Carlos é desfalque. Já o peruano Luís Ramírez briga por uma vaga no meio - estreou com um golaço contra o São Bernardo, mas foi expulso na derrota para o Deportes Tolima, da Colômbia, resultado que eliminou precocemente o clube da Libertadores.

No pacote de contratações entregue a Luiz Felipe Scolari, o lateral-direito Cicinho foi o único a ganhar vaga na equipe. Entretanto, é dúvida porque sofre de desgaste físico. Adriano ‘Michael Jackson’, Max Santos e João Vitor, outras caras novas no elenco de 2011, costumam entrar no segundo tempo. Thiago Heleno tem sido titular apenas na ausência de Danilo.

Apesar de a base dos arquirrivais ser similar à do último clássico, vencido pelo Corinthians por 1 a 0 em 24 de outubro, agora é o Palmeiras quem está em alta. O time de Palestra Itália acumula cinco vitórias e um empate e lidera o Paulista. Já a equipe de Parque São Jorge vive o seu pior momento desde o rebaixamento para a Série B, em 2007.

“Temos que ter calma, estamos jogando só o Paulista. Se começasse o Brasileiro, poderíamos ter muito mais dificuldade. Mas o que temos hoje é aquela base do ano passado com mais três ou quatro jogadores que entraram na equipe e estão fazendo sua parte muito bem feita”, analisou Felipão. “Não vamos iludir nossa torcida. Falta-nos enfrentar outras competições. Aí, se tivermos todo esse nível, poderemos dizer que ‘sim, a equipe está muito bem'.”

Do outro lado, Tite está na corda bamba depois do fracasso no torneio continental, sonho de consumo da torcida. Ele já testou o 4-3-3 e o 4-4-2, mas o desempenho corintiano foi frustrante. Até sacou Bruno César, revelação do último Brasileiro, contudo a escolha só piorou o setor de armação.

“O futebol dá volta pra caramba e em clássico não acredito em favoritismo, ainda mais dentro da grandeza de um Corinthians x Palmeiras. O meu grau de responsabilidade é não conseguir dar equilíbrio ao time em função da saída do Elias”, comentou o comandante corintiano.

“Se eu não individualizo os erros publicamente, não é por falta de apontar o dedo. Mas tenho a coerência de falar lá dentro, com eles. Quando o coletivo flui, a individualidade aparece”, acrescentou.

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