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Com clube em crise financeira, nova direção não promete reforços de peso

Com clube em crise financeira, nova direção não promete reforços de peso

Atualizado: Quinta-feira, 20 Janeiro de 2011 as 1:40

A mudança na diretoria do Palmeiras não significa que o clube investirá pesado na chegada de reforços. Ciente dos problemas financeiros que o clube atravessa, o novo vice-presidente de Futebol Roberto Frizzo promete muito cuidado para contratar e quer conversar com a comissão técnica para traçar metas.

- Quando você está em um momento sensível, acaba dobrando o peso que essa contratação tem de carregar. Temos de pensar com tranquilidade e inteligência. Precisamos saber quanto podemos pagar. Isso tem que ser visto com equilíbrio e viabilidade porque o clube está desgastado financeiramente. Nós temos que buscar o que o clube puder pagar – afirmou.

Frizzo quer tomar conhecimento das reais condições de investimento do clube para depois conversar com o técnico Luiz Felipe Scolari sobre quem buscar no mercado. Luiz Gonzaga Belluzzo deixa a presidência com uma dívida alta, cerca de R$ 150 milhões, e problemas no pagamento dos salários do elenco.

- Devo ter uma reunião com o diretor (Wlademir Pescarmona) para ver o ponto de vista dele e a partir daí tomar um conhecimento maior. Vamos conversar com a comissão para traçar o caminho que vamos seguir – destacou.

O novo dirigente reconhece que o atraso de salário é prejudicial ao rendimento da equipe e prometeu uma relação de amizade com o grupo. No ano passado, Pescarmona se envolveu em várias polêmicas com os atletas. Na maior delas, disse que o elenco era de Série B com vencimentos de Série A após a eliminação da Copa Sul-Americana para o Goiás.

- O Palmeiras tem história, é um nome forte. Temos aqui atletas profissionais e não boleiros. Pessoas que na seleção da vida passaram por obstáculos. Só de terem chegado aqui são da elite. Vamos ter uma relação madura, cada um no seu setor. Para isso, precisamos ter pagamentos em dia. Respeitar-los para que eles nos respeitem. Não tenho destemperos verbais. Não é meu estilo. Sou amigo de quem é amigo e acho que temos pessoas sérias e responsáveis aqui – completou.   Por: Carlos Augusto Ferrari e Juliana Travaglia

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