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Com erros de arbitragem, Bahia e Atlético-MG ficam no 1 a 1

Com erros de arbitragem, Bahia e Atlético-MG ficam no 1 a 1

Atualizado: Segunda-feira, 13 Junho de 2011 as 8:15

                                      Bahia e Atlético-MG reviveram um tradicional confronto do futebol brasileiro, que não era disputado havia oito anos. E, no reencontro entre as equipes, tudo igual. Tricolores e alvinegros empataram por 1 a 1, com gols apenas no segundo tempo. Souza, de pênalti, marcou para o Bahia, e Neto Berola, de cabeça, fez para o Galo. A partida foi realizada no estádio Pituaçu, em Salvador, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.

A partida foi marcada por erros do trio de arbitragem, comandado por Marcos André da Penha, do Espírito Santo. Na primeira etapa, anulou um gol legítimo de Fahel, para o Bahia, alegando impedimento. No segundo tempo, marcou pênalti para os donos da casa, em um toque inexistente na mão do zagueiro Leonardo Silva. Além disso, anulou um gol do Atlético-MG, por impedimento, também incorreto, de Dudu Cearense.

Jobson, pivô de uma polêmica durante a semana, foi um dos destaques da partida. O jogador, emprestado pelo Galo, só entrou em campo porque a diretoria do Bahia prometeu pagar uma multa de R$ 60 mil, prevista em contrato.

Com o resultado, o Atlético-MG, mesmo sem vencer nas duas últimas rodadas, permaneceu no G-4, em quarto lugar, com sete pontos. Na quinta rodada, receberá o Atlético-GO, às 18h30m de domingo, na Arena do Jacaré. Já o Bahia, com apenas dois pontos, segue na zona de rebaixamento, em 18º. E vai ao Engenhão encarar o Fluminense às 18h30m do próximo sábado.

Reclamações e chances de gol

No primeiro tempo, o Bahia reclamou da arbitragem, em dois momentos, no começo do jogo. Aos quatro minutos, Fahel recebeu passe de Lulinha e marcou para o Tricolor, mas o bandeirinha, equivocadamente, viu impedimento e anulou o gol. Pouco depois, foi a vez de Jobson chiar com o árbitro. O atacante cruzou na área, e a bola desviou na mão de Rafael Cruz. Marcos André da Penha interpretou o lance como legal e deixou a partida seguir.       Lulinha é vigiado de perto por Leandro no Pituaçu (Foto: Romildo de Jesus / Agência Estado)       O Atlético-MG também levava perigo ao gol de Marcelo Lomba. Magno Alves e Mancini assustaram a torcida do time da casa, com um cabeceio e um chute cruzado, que explodiu na trave. Ricardinho e Jobson, ex-jogadores do Galo, eram os mais perigosos do Bahia. Souza era quem destoava dos dois e não dava sequência à maioria das jogadas.

Pelo time mineiro, Giovanni Augusto, além da dupla de ataque, estava bem em campo. O lateral Leandro, pelo lado esquerdo, também era uma das opções ofensivas. Mesmo com várias boas chances criadas pelas duas equipes, o gol teimou em não sair no primeiro tempo. Bahia e Atlético-MG voltaram para o vestiário com o 0 a 0 no placar.

Arbitragem polêmica e empate que veio do banco

O árbitro entrou em campo no segundo tempo sendo chamado de ladrão pela torcida do Bahia. E a pressão parece ter intimidado o juiz. Logo no começo, ele marcou um pênalti inexistente de Leonardo Silva, após chute de Fahel. Souza cobrou aos cinco minutos e abriu o marcador em Pituaçu.

O gol do Bahia fez com que o Atlético-MG fosse para o ataque de forma mais efusiva. O goleiro Marcelo Lomba passou a se destacar, com defesas firmes e seguras. As entradas de Daniel Carvalho e Neto Berola deram mais velocidade e qualidade no toque de bola ao Galo. Os dois criaram a jogada do gol de empate, justamente com estas duas características. Aos 31 minutos, Daniel tocou, e Berola, de cabeça, marcou.

Após o empate atleticano, o jogo ficou mais aberto. Como o empate não era bom, o Bahia foi para cima. Como consequência, foram concedidos espaços para o Atlético-MG criar contragolpes perigosos. Quando parecia que o jogo chegaria ao fim sem mais trapalhadas da arbitragem, um gol legítimo de Dudu Cearense foi anulado. Revoltado, Berola, na sequência, fez falta por trás e foi expulso.            

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