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Com "futebol-padrão" da Copa, Eslovênia empata com os EUA

Com "futebol-padrão" da Copa, Eslovênia empata com os EUA

Atualizado: Sexta-feira, 18 Junho de 2010 as 1:03

Muita marcação, com duas linhas de quatro, formada por defensores e meio-campistas. Mais cautela, do que ousadia, aguardando o erro do adversário. Contra-ataques rápidos. Muita força, pouca criatividade, mas eficiência. Esse parece ser o ''futebol-padrão'' jogado nesta Copa do Mundo por uma série de seleções - e a Eslovênia, ao fazer 2 a 0 nos Estados Unidos no primeiro tempo parecia provar que esta receita veio para ficar. Mas os americanos, com um futebol desorganizado, mas empolgante, conseguiram empatar a partida no segundo tempo.

Com o mesmo time que venceu a Argélia por 1 a 0 num jogo sofrível, porém com mais rapidez e disposição, a Eslovênia chega a quatro pontos no grupo C, enquanto os EUA somam dois e deixam para a última rodada a definição dos classificados.

Com Torres, um meia com características ofensivas, no lugar do volante Clark, os EUA sabiam que a partida contra a Eslovênia era uma espécie de decisão. Mas a equipe decepcionou. Logo aos 13 minutos, numa falha de marcação, Birsa recebeu livre, olhou a posição do goleiro e marcou um belo gol.

Os EUA até melhoraram um pouco ainda no primeiro tempo, mas foram pouco eficientes nas oportunidades que criaram. E quando o gol de empate americano parecia óbvio, a Eslovênia voltou a marcar, num contra-ataque mortal, com Ljubijankic.

Com o presidente da Fifa, Sepp Blatter, na platéia e grande apoio da sua torcida, os Estados Unidos mostraram muita disposição, mas uma incrível capacidade de errar passes e perder bolas dominadas. No segundo tempo, com um gol de Donovan logo aos 3 minutos, os americanos deram a impressão que iam reagir, mas logo a partida voltou ao seu ritmo ''normal'', enrolada no meio de campo.

Depois de muito insistir, finalmente, numa rara falha de marcação da defesa eslovena, o zagueiro Bradley empatou a partida. E dois minutos depois, os EUA quase viraram, mas o juiz anulou o gol americano.

Por Maurício Stycer

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