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Com garra, 2,11m e cabeleira vasta, Varejão vira o símbolo da seleção

Com garra, 2,11m e cabeleira vasta, Varejão vira o símbolo da seleção

Atualizado: Sexta-feira, 27 Agosto de 2010 as 8:52

Em 2002, quando foi convocado por Hélio Rubens para disputar o Mundial de Indianápolis, Anderson Varejão ainda era o "irmão do Sandro". Dentro de quadra, um rosto ainda novo para os adversários. O empenho em todas as bolas já chamava a atenção, mas o que ajudou a despertar o interesse do público foi a cabeleira. Andar ao lado dele pelas ruas da cidade americana era a garantia de ouvir buzinas tocando e sorrisos abertos. Desde então, o ala-pivô cresceu, apareceu e nunca mais se atreveu a mudar o visual. Não por medo de perder a força e sim por ter criado uma identidade, uma marca registrada. Na Turquia, a resposta é invariavelmente a mesma quando se pergunta sobre basquete brasileiro:

Varejão é a cara da seleção.

O menino que queria ser jogador de futebol acabou se transformando em símbolo no basquete. Assim como Kaká, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho nos gramados. Virou garoto-propaganda do Brasil na divulgação do Mundial, que começa neste sábado, às 15h30m, contra o Irã. Mais que isso, fez comercial de refrigerante, conseguiu um contrato com uma famosa marca esportiva, ganhou a “Noite da Peruca” e a “Noite do Cobertor” no Cleveland Cavaliers, que defende na NBA. Viu até o seu estilo ser adotado por um adolescente do filme High School Musical.

- É legal. É um reconhecimento de tudo o que fiz e continuo fazendo. Eu me sinto feliz, mas não sou a única cara da seleção. Aqui é todo mundo. O cabelo ajuda. É difícil ter alguém com 2,11m e o cabelo igual ao meu. E nem penso em cortar. São dez anos assim – ri o jogador, que ganhou um boneco gigante na loja da Nike em Nova York e foi de longe o nome mais festejado na passagem da seleção pelos Estados Unidos, há duas semanas.

Nem a cueca escapa do assédio

Ao longo desse tempo, ele teve de se acostumar com pedidos diferentes. Já houve até quem colocasse a mão na carteira para oferecer dinheiro por uma mechinha.

- É engraçado, as pessoas brincam. Tem gente que pede meus cachos e já teve quem pedisse cueca também. Pra que alguém quer guardar uma cueca? - diverte-se.

Brincadeiras à parte, Anderson Varejão dispensa os holofotes. Quer mesmo é ajudar a fechar o garrafão brasileiro e colaborar na pontuação da seleção.

- Na minha infância, quando eu jogava futebol, queria estar em todos os lugares do campo, defendendo ou atacando. No basquete também é assim. Sempre fui muito competitivo. Odeio perder e isso ajuda no que faço.

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