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Com gols de Felipe no início e no fim do jogo, Atlético-GO vence

Com gols de Felipe no início e no fim do jogo, Atlético-GO vence

Atualizado: Quinta-feira, 28 Julho de 2011 as 8:21

        Se o Cruzeiro entrou como bicho-papão, a mordida foi do Dragão. Há sete jogos sem vencer, o Atlético-GO se recuperou com o triunfo por 2 a 0 sobre o time mineiro, na noite desta quarta-feira, no Serra Dourada. Com os gols de Felipe, a equipe goiana chegou a 12 pontos e deixou a zona de rebaixamento, ficando no 15º lugar.

Já o Cruzeiro, que vinha de duas vitórias seguidas, vê sua reação ser parada. O time permanece com 18 pontos, na oitava posição, mas pode cair para nono, caso o Ceará vença o Atlético-PR na quinta-feira.

Na próxima rodada, o Atlético vai a Porto Alegre, onde encara o Internacional, no Beira-Rio, às 16h (de Brasília). O Cruzeiro volta a campo um dia antes, no sábado, às 18h30m, na Arena do Jacaré, quando recebe o Botafogo.

    Felipe comemora um de seus dois gols pelo Atlético-GO na vitória sobre o Cruzeiro (Foto: Ag. Estado)     Felipe estraga homenagem

O Cruzeiro começou ganhando antes de a bola rolar. Nas arquibancadas do Serra Dourada, a supremacia era celeste, mesmo na casa do adversário. Em campo, o técnico Joel Santana manteve o esquema que bateu o líder Corinthians em São Paulo, na última rodada. A Raposa teve apenas Wallyson na frente e cinco homens no meio de campo: Roger foi mantido no setor, e Leandro Guerreiro entrou na vaga de Gilberto, expulso no Pacaembu.

Com a bola rolando, as atenções se voltavam para Fábio, goleiro do Cruzeiro. O arqueiro completou a marca de 400 jogos pelo clube celeste. Mas logo no início da partida, o atacante Felipe tratou de estragar a festa do camisa 400 ao completar cruzamento de Rafael Cruz e abrir o placar. Um arremate sem chances para o goleiro.

O time da casa seguiu pressionando, mesmo com a vantagem no placar. A equipe mineira, por sua vez, não conseguia sair de seu campo de defesa. Felipe levou muito perigo à defesa celeste, visivelmente atordoada com a rapidez rival.

Montillo era muito bem marcado, e Roger não conseguia dar sequências às jogadas. Entretanto, a Raposa, aos poucos, conseguiu acertar a marcação e equilibrou a partida, porém, sem levar grande perigo ao gol de Márcio. Joel mostrava muita irritação com seus comandados, e, ainda no primeiro tempo, mandou Ortigoza para o aquecimento, provavelmente pensando em alguma mudança no intervalo.

Defesa sólida e contragolpes bem armados

Dito e feito. Como Joel não gostou do que viu, promoveu a entrada do paraguaio Ortigoza na vaga de Vitor, um dos piores em campo. Assim, o Cruzeiro passou a jogar no esquema com três zagueiros, com Everton recuado ao lado da dupla Gil e Naldo.

A alteração surtiu efeito, mas foi o Dragão que assustou pela primeira vez com Thiaguinho ao acertar o travessão de Fábio, num rápido contragolpe. O Cruzeiro partiu com tudo para o ataque e chegou a fazer uma verdaderia blitz no campo de ataque. O técnico interino do Atlético-GO, Jairo Araújo, tirou Thiaguinho, que puxava os contra-ataques para se defender. Por conta disso, o time da casa deixou de frequentar o campo adversário.

Conforme o tempo passava, a Raposa ia para o desespero. O atacante Reis, que chegou a ser oferecido para vários clubes, entrou na vaga de Roger. E foram deles as melhores chances dos mineiros, mas o goleiro Márcio estava atento, inclusive em um chute à queima-roupa.

Por sua vez, nas poucas vezes em que conseguia sair, o Atlético-GO levava perigo. Em uma dessas escapadas, Anselmo e Felipe obrigaram Fábio a fazer grandes defesas. Mas aos 45 minutos não teve jeito, e Felipe fechou o caixão da Raposa. Em boa tabela pelo meio, ele ajeitou da entrada da área e mandou uma bomba rasteira, no canto direito de Fábio, dando fim ao jogo.            

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