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Com números modestos, Peñarol chega à final e reforça tese de Muricy

Com números modestos, Peñarol chega à final e reforça tese de Muricy

Atualizado: Quinta-feira, 9 Junho de 2011 as 9:43

Muricy Ramalho orienta seus jogadores para os 

perigos da Libertadores (Foto: Futura Press)

  O técnico Muricy Ramalho, do Santos, costuma dizer que a Taça Libertadores é uma competição traiçoeira, em que nem sempre o melhor vence. Essa é a explicação que ele usa para justificar sua preferência por campeonatos de pontos corridos. Nesse tipo de disputa, o mais regular fica com a taça. Ele mesmo conquistou três campeonatos brasileiros graças à regularidade do São Paulo (2006, 2007 e 2008). Para Muricy, jogos de mata-mata estão sujeitos ao acaso. Uma jornada infeliz, um erro de arbitragem, e tudo vai por terra. Não há chance de recuperação. É injusto, portanto, sustenta o comandante alvinegro.

Furada ou não a tese, o fato é que o Peñarol, adversário do Santos na final da Libertadores, ajuda a reforçar o pensamento do treinador santista. Mesmo com índices modestos, a equipe uruguaia está na decisão da competição. Prova que a frieza dos números, muitas vezes, não serve para explicar o que acontece durante uma partida de futebol. Os jogos decisivos serão disputados nas duas próximas quartas-feiras. A ida será no estádio Centenário, em Montevidéu. A volta, no Pacaembu, em São Paulo.

O Peñarol chega à decisão com 52,7% de aproveitamento. Venceu apenas seis dos 12 jogos que disputou. Foram cinco derrotas e um empate. Levou mais gols (17) do que marcou (14). Mesmo assim, está na final da competição.

- É um time com um posicionamento muito bom. Quando toma um gol, continua jogando do mesmo jeito - afirma o atacante santista Zé Eduardo.

A campanha da equipe tem uma outra particularidade: o time alcançou suas classificações nesta Libertadores como visitante. Nas oitavas, venceu o Internacional, por 2 a 1, no Beira-Rio, após empatar em Montevidéu, em 1 a 1. Em seguida, venceu o Universidad Católica-CHI, por 2 a 0, em casa, e se deu ao direito de perder a volta, em Santiago, por 2 a 1. Contra o Vélez, triunfo no Centenário, 1 a 0, e derrota em Buenos Aires por 2 a 1. O gol marcado na casa do adversário garantiu a vaga na final.

Já o Santos, que começou marcando passo na competição, sem nenhuma vitória em seus três primeiros jogos na fase de grupos, foi crescendo. Em 12 partidas, venceu seis, empatou cinco e perdeu somente uma. Marcou 18 gols e sofreu 12.

Tanto Peixe quanto Penãrol terminaram em segundo lugar em suas chaves. O time brasileiro ficou atrás do Cerro Porteño-PAR no Grupo 5 (ambos terminaram com 11 pontos, mas os paraguaios tinham melhor saldo de gols - cinco a três). O Peñarol, no Grupo 8, chegou atrás da LDU-EQU. Os equatorianos fizeram dez pontos; os uruguaios, nove.          

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