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Com Wheldon, Fórmula Indy chega à marca de 8 mortes em 20 temporadas

Com Wheldon, Fórmula Indy chega à marca de 8 mortes em 20 temporadas

Atualizado: Segunda-feira, 17 Outubro de 2011 as 4:48

A morte de Dan Wheldon na etapa de Las Vegas (assista ao acidente no vídeo ao lado) da Fórmula Indy foi mais uma de uma longa lista. Nas últimas 20 temporadas, nove pilotos perderam a vida em carros da categoria (somados os números da Cart ou Champ Car e da IRL, que se dividiram em 1996, realizaram dois campeonatos, e se fundiram novamente em 2008). Ou seja, média de um óbito a cada dois anos e meio.

Outras categorias investiram em segurança e não têm que lidar com esta questão há alguns anos. A Fórmula 1, por exemplo, não vê mortes desde 1994, quando Ayrton Senna bateu na curva Tamburello em Imola, durante o GP de San Marino. A Nascar, a Stock Car americana, não tem óbitos desde 2001, quando Dale Earnhardt acertou o muro do tradicional oval de Daytona, na Flórida.

Carro de Dan Wheldon atinge o muro no acidente fatal em Las Vegas, no domingo (Foto: Getty Images)

  Antes de Wheldon, a última morte na Indy havia sido registrada em 2006, pela IRL. O americano Paul Dana, de 30 anos, acertou o carro de Ed Carpenter no meio durante o Warm Up para a etapa de Homestead a mais de 300 km/h. Ele não resistiu aos ferimentos. Três anos antes, o também americano Tony Renna, de 26 anos, faleceu em um teste em Indianápolis. Seu carro decolou e ele bateu na grade de proteção. Em 1996, Scott Brayton, de 37 anos, teve um pneu estourado e acertou o muro durante os treinos livres para as 500 Milhas de Indianápolis.     Na extinta Cart (ou Champ Car), a morte de Greg Moore, em 1999, foi uma das mais impressionantes. O piloto havia machucado a mão no fim de semana, mas forçou a barra com os médicos para correr. Logo no início da corrida no superoval de Fontana, na Califórnia, ele perdeu o controle do carro, foi para a grama, capotou várias vezes e acertou o muro. O canadense ainda foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos na cabeça.

No mesmo ano, o uruguaio Gonzalo Rodriguez, que corria na Penske, perdeu a vida no circuito de Laguna Seca. Ele bateu nos pneus da curva do saca-rolha, foi lançado ao ar e caiu do outro lado da grade, na areia. O pescoço do piloto não resistiu ao impacto. Em 1996, Jeff Krosnoff sofreu um violento acidente na etapa de Toronto, no Canadá. Seu carro decolou e acertou um poste que estava colocado à frente da grade de proteção. Antes dele, o filipino Jovy Marcelo faleceu durante os treinos livres das 500 Milhas de Indianápolis, em 1992.

Greg Moore no oval de Fontana poucas voltas antes do acidente fatal em 1999 (Foto: Getty Images)          

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