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Conca sugere que diretoria segure Muricy Ramalho 'por uns 20 anos'

Conca sugere que diretoria segure Muricy Ramalho 'por uns 20 anos'

Atualizado: Segunda-feira, 13 Dezembro de 2010 as 8:29

Durante o Campeonato Brasileiro, Muricy Ramalho destacou mais de uma vez a relação custo-benefício de Conca e disse que o argentino merecia um aumento de salário. Agora, com a faixa de campeão e um contrato melhor, o meia fez uma sugestão aos dirigentes do Fluminense:

- Se eu fosse da diretoria, faria um contrato para ele continuar aqui por uns 20 anos - afirmou Conca, em entrevista à Rádio Globo neste domingo. - Conheço o Muricy há muito tempo. Ele é incrível, acertou o time em pouco tempo. Depois que ele chegou, o Fluminense era só trabalho, só tinha que se preocupar com o trabalho. Ele é muito honesto e tem uma inteligência acima da média. Trabalhar com um treinador desses é um sonho. A gente confia muito nele.

O meia esteve nas 38 partidas do time na campanha do título nacional e foi eleito o melhor jogador da competição no Prêmio Craque Brasileirão. Ainda ganhou, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Craque da Galera. Mas não se considera o destaque do futebol brasileiro.

- Não acho que eu seja. O Neymar é um craque, não se sabe até onde ele vai chegar. Pode se tornar um dos melhores da história. Para mim, ser escolhido o melhor em um campeonato que ele disputa é um orgulho - comentou o argentino, que acha que precisa melhorar nos chutes com o pé direito, no cabeceio e nas cobranças de falta. - Não fiz gol de falta. E eu bati muitas.

Hoje rei no futebol brasileiro, o argentino recordou dois momentos difíceis no país. O primeiro foi em 2007, ano de sua chegada ao Vasco. Ele citou que foi para a reserva com a saída de Renato Gaúcho, após a eliminação no Campeonato Carioca, e lembrou a agonia de treinar e sequer ser relacionado em cinco partidas. Pediu até para que o empresário o negociasse com algum clube da Argentina. O segundo momento complicado foi em 2009, na luta do Fluminense contra um rebaixamento que parecia quase certo.

- Perdemos várias partidas, e eu pensei que o problema era eu. Se neste ano eu tive um ano muito bom, foi por conta da experiência do ano passado. Depois desse tempo que fiquei parado no Vasco, nunca mais quero ficar fora do time.

Do Vasco, ele guarda o carinho de ter atuado ao lado de Romário ("o maior jogador com quem joguei") e de ter sido comandado pela primeira vez por Renato Gaúcho ("é um amigo, um irmão, um professor da vida"). Sobre o presente, ele comemora a alegria de jogar futebol e revela que terá de suar muito para convencer a namorada vascaína a segui-lo em seus planos.

- Os meus filhos vão ser tricolores. A Paula não quer ter filho nenhum, eu quero ter cinco.

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