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Confira a participação dos atletas brasileiros em Vancouver

Confira a participação dos atletas brasileiros em Vancouver

Atualizado: Segunda-feira, 1 Março de 2010 as 12

Isabel Clark - 19ª no snowboard cross

Esperança do Brasil nos Jogos canadenses, Isabel Clark foi vencida pela forte neblina que cobria a Cypress Mountain.

Com quedas em suas duas descidas, a carioca de 33 anos cruzou a linha de chegada com o tempo de 1m41s10, o que a deixava no 16° lugar, última posição de classificação para as quartas de final. Depois dela, ainda restavam oito concorrentes. A espera era angustiante. A princípio, a torcida fez efeito, e a snowboarder seguinte também caiu. Porém, em seu caminho, estava aquela que se consagraria campeã olímpica em poucas horas. A canadense Maelle Ricker entrou na pista e terminou o percurso em 1m25s45, tirando a vaga de Isabel, que ainda perdeu mais duas posições até o encerramento das eliminatórias.

Jaqueline Mourão - 67ª no esqui cross country 

Casada com um canadense, Jaqueline Mourão conhecia bem os perigos da gelada montanha de Whistler. Sabia que para completar o percurso de 10km do esqui cross country teria que usar todo o esforço e experiência adquiridos em três participações em Jogos Olímpicos, um de inverno e dois de verão nas provas de mountain bike. Única brasileira com esse currículo, ela buscou confiança para largar na 67ª posição. No entanto, a falta de ar depois de tantas subidas e descidas foi maior que ela. Exausta, a esquiadora cruzou a linha de chegada na mesma colocação que começou, mas ficou satisfeita. Em relação ao tempo conquistado em Turim-2006, houve uma redução de cinco minutos (30m22s2). Após conferir o cronômetro, o momento era de apenas relaxar e tentar recuperar o fôlego perdido. 

Leandro Ribela - 90º no esqui cross country 

Encarar os 15km do esqui cross country olímpico não era tarefa fácil. À sua frente, Leandro Ribela via muitos concorrentes com expressão de dor e sacrifício para vencer a montanha de Whistler. Estreante em Jogos, ele queria apenas buscar o máximo de experiência que pudesse conseguir na competição ao lado dos melhores do mundo. Tricampeão brasileiro e segundo colocado no ranking latino-americano, o paulista terminou a prova no 90º lugar, a dez minutos do campeão. Sem expressão de cansaço, preferiu não se jogar na neve ao cruzar a linha de chegada, apenas sorriu para a família, como recompensa para quem acompanhou os seus esforços.

Jhonatan Longhi - 56° no slalom gigante e desclassificado no slalom especial

Estreante em Jogos Olímpicos, Jhonatan Longhi tinha uma adversária a mais que todos os seus concorrentes em Vancouver. Uma lesão no ombro esquerdo levava o paulista naturalizado italiano a mostrar expressões de dor e insatisfação com desempenho na montanha de Whistler. Na primeira vez que a enfrentou, no entanto, o atleta conseguiu concluir a descida do slalom gigante e terminou na 56ª colocação, com o tempo de 2m54s03. No entanto, dois dias depois, já era impossível controlar a sensação provocada pelas batidas nas bandeiras das portas e ele não chegou nem a completar a prova do slalom especial. Agora, Jhonatan voltou à Itália, onde vai avaliar se precisará fazer uma cirurgia para curar a lesão no ombro. 

Maya Harrisson - desclassificada no slalom gigante e 48ª no slalom especial 

Para uma adolescente de 17 anos, disputar os Jogos Olímpicos é um sonho. No entanto, para Maya Harrisson, a participação em Vancouver por pouco não virou um pesadelo. Em sua primeira prova na competição canadense, a brasileira naturalizada suíça foi uma das muitas vítimas da montanha de Whistler. Ela caiu e perdeu uma porta, sendo desclassificada. Mas Maya ainda tinha outra chance. No slalom especial, a caçula da delegação entrou para a história do país como a primeira atleta que terminou a disputa sem quedas. Ao cruzar a linha de chegada no 48º lugar com o tempo de 2m01s67, o sorriso de menina mostrava a certeza do dever cumprido.

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