Contra boatos, Tite defende regra para técnico não mudar de clube

Contra boatos, Tite defende regra para técnico não mudar de clube

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:29

Tite quer menos mudanças nos comandos técnicos

das equipes (Foto: Ag. Estado)

  A corrente que defendia a demissão de Tite perdeu força após a vitória do Corinthians por 3 a 2 sobre o Grêmio, quarta-feira, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Apesar da pressão de conselheiros e outros aliados, o presidente Andrés Sanches e a diretoria de futebol garantiram que o treinador seguirá no cargo até o fim do ano. Mais aliviado, o técnico defende até uma mudança nas regras do futebol para acabar com tantos comentários sobre trocas de profissionais.

- É um pouco da cultura e temos de acostumar. Aí não vem o resultado e há o boato. Tenho de responder 20 perguntas sobre permanência, continuidade. A legislação poderia nos proporcionar uma ajuda. O clube escolhe o técnico e depois ele não pode trocar de time. Talvez, um pouquinho dessa história pudesse parar com os boatos. Todo mundo perde, é do jogo, mas é preciso ter o mínimo de consciência para analisar o trabalho.

Tite usa os números para valorizar o próprio rendimento no comando alvinegro. Mesmo não tendo conquistado títulos, o técnico considera que está em alta por ter recuperado a equipe em um momento ruim no Brasileirão do ano passado e por ter levado o Timão à decisão do Paulistão em 2011. Ele, aliás, reconhece que a grande decepção foi a derrota na fase prévia da Libertadores para o quase desconhecido Tolima-COL.

A diretoria do Corinthians também não está disposta a ceder à cobrança. Os dirigentes garantem estar satisfeitos com o trabalho do treinador mesmo depois do período de turbulência no Brasileirão. O Timão caiu de rendimento, mas ainda é o líder, com 40 pontos.

- O Tite vai cumprir o contrato, e vamos atingir nosso objetivo, que é o título – afirmou o diretor de futebol Roberto de Andrade.

O presidente Andrés Sanches jura que Tite só poderá deixar o clube assim que o contrato dele vencer, em 31 de dezembro de 2011, período em que também chega ao fim o seu mandato.

- Não sou de mandar treinador embora. Se eu mando, me criticam. Se não mando, me criticam também. Mandei o Adilson Batista (no segundo turno do Brasileiro 2010) porque não deu liga.              

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