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Contra corrupção no futebol, Fifa cria unidade especializada em Cingapura

Contra corrupção no futebol, Fifa cria unidade especializada em Cingapura

Atualizado: Quarta-feira, 18 Maio de 2011 as 1:22

O chefe de segurança da Fifa, Chris Eaton, afirmou nesta quarta-feira a necessidade de ações contra a corrupção no esporte. A prática de manipulação de resultados no futebol gera cerca de US$ 90 bilhões (R$ 145,2 bilhões) anualmente para organizações criminosas, assim como as apostas ilegais, segundo a entidade máxima do futebol. Por isso, o presidente Joseph Blatter investiu cerca de € 20 milhões (R$ 46 milhões) em uma unidade especializada contra a corrupção, com base em Cingapura, para coibir as práticas criminosas.

Eaton afirmou que o futebol deve ser protegido dessas ações.

- Criminalidade envolvida na manipulação de resultados é global, enorme e organizada. Futebol é muito respeitado globalmente para não ser protegido. São criminosos tirando vantagem. Eles não devem ser respeitados, não são Robin Hoods, não são boas pessoas. Eles machucam os jogadores e destroem carreiras.

A unidade, em uma parceria com a Interpol, vai desenvolver um programa para oficiais, jogadores e administradores para alertar as pessoas sobre o fato. O planejamento inclui também um treinamento informatizado. A Interpol também vai assegurar que os atletas conheçam os perigos da prática, mas não vai se engarregar de processos judiciais.

- Nós protegemos novos jogadores, jovens árbitros, ao ensiná-los a resistir às tentações que essas pessoas fazem para tirar vantagens. Mas a Fifa é uma organização de futebol, não investigativa - disse Eaton, que já foi oficial da Interpol.

O fato da unidade ficar em Cingapura se dá por conta da reputação da Associação de Futebol do país (FAS), que é uma das mais comprometidas do mundo. Apesar disso, casos já teriam acontecido por lá. Um homem de Cingapura teria sido preso nas Filipinas recentemente, por estar envolvido em um esquema que encomendou resultados de vários jogos.

Oficiais chegam à Malásia na quinta-feira

Três representantes da Fifa chegam à Malásia nesta quinta-feira, como parte de uma investigação global de denúncias de manipulação e apostas ilegais. O secretário-geral da Federação de Futebol do país (FAM), Azzuddin Ahmad, se juntará a Chris Eaton, que vai se encontrar com o presidente da entidade, Tengku Abdullah, além de oficiais locais.

- Espero que a Fifa nos ajude a pôr a luz sobre algumas alegações de corrupção. Estamos nas trevas quando se trata desse assunto.

A Fifa está investigando uma denúncia de que 300 partidas em três continentes diferentes teriam sido adulteradas. Além disso, um jogo da Malásia contra o Zimbabue, em 2009, também está sob a vigilância da entidade.          

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