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Contrato de Gomes chega ao fim, e treinador revela: 'Quero ficar'

Contrato de Gomes chega ao fim, e treinador revela: 'Quero ficar'

Atualizado: Sexta-feira, 6 Agosto de 2010 as 7:22

Com vínculo até o fim da Libertadores, oficialmente esta quinta-feira foi o último dia de trabalho do técnico Ricardo Gomes no comando do São Paulo. Mesmo vencendo por 2 a 1 no Morumbi, o Tricolor foi eliminado da competição por ter perdido a primeira partida por 1 a 0 no Beira-Rio. O treinador deu entrevista coletiva após o duelo ciente de que pode ter encerrado o ciclo na equipe paulista, mas mostrou desejo de permanecer para a disputa do Brasileiro. -- Meu vínculo com o clube era até o fim da Libertadores. O presidente pediu a palavra no vestiário, falou com todos e saiu, mas não tocou no assunto, não é o momento para falar do meu caso. Temos todo o dia de sexta, não precisa ser já. Certamente conversarei com a diretoria e saberei se vou ficar ou sair. Eu quero ficar, todo treinador quer fazer um trabalho a longo prazo, mas a minha vontade nesse caso não conta, e sim a da diretoria - explicou o treinador.

Gomes balançou no cargo durante a disputa da Libertadores, mas seguiu no comando até as semifinais. Após a apresentação ruim do time no Beira-Rio, surgiram rumores sobre a saída do treinador mais uma vez, mas a diretoria manteve a meta de cumprir o contrato. Antes do duelo desta quinta, a tendência era de que o acordo não seria mesmo renovado em caso de eliminação.

Ricardo Oliveira, bastante abatido com a eliminação do time, voltou a defender a camisa do São Paulo justamente nesta fase semifinal. Mesmo ser ter tido muita convivência com Gomes, espera que o treinador permaneça.

- Eu estou aqui no São Paulo hoje pelo esforço enorme da diretoria para me trazer de volta e com o aval do Ricardo. Durante minha recuperação sempre se preocupou comigo. Demonstrou sempre o caráter ao dar a cara nas derrotas e assumir toda a culpa. É um cara que, por mais que eu tenha convivido pouco tempo, sempre defendeu seus atletas. Gostaria que ficasse, pois ele não dá desculpa, assume tudo, e nos bastidores chama jogador, dá dura e não se esconde. Mas fica a critério da diretoria.

  Por Carolina Elustondo e Marcelo Prado São Paulo

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