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Convocado na última hora, Paulinho curte a seleção e mantém sonho vivo

Convocado na última hora, Paulinho curte a seleção e mantém sonho vivo

Atualizado: Quinta-feira, 29 Julho de 2010 as 2:46

Há menos de duas semanas, Paulinho Boracini corria de um lado para o outro procurando uma casa para morar em Joinville, onde vai jogar a próxima temporada. Aí o telefone tocou. Do outro lado da linha, a seleção brasileira chamava, e como esse não é o tipo de convite que se recusa, o armador de 25 anos jogou tudo para o alto. Arrumou as malas em Santa Catarina, pegou um avião e caiu de paraquedas, feliz da vida, no grupo treinado pelo argentino Rubén Magnano.

- Até larguei minha mulher lá em Joinville, ela teve que se virar para ir embora (risos). Foi uma correria, mas isso é o de menos – conta Paulinho, chamado para substituir Valtinho, que pediu dispensa em cima da hora.

A presença nos treinos no Rio de Janeiro não significa garantia de vaga no grupo que vai ao Mundial da Turquia, em agosto. Ao contrário – ele sabe que a missão é difícil e a concorrência é forte. No elenco que disputa o Sul-Americano da Colômbia, Fúlvio e Nezinho também estão de olho no posto. Até o jovem Raulzinho, chamado por Magnano apenas para pegar experiência, alimenta o sonho de viajar. Paulinho mantém os pés no chão.

- Vou dar meu máximo para continuar no grupo, mas só de fazer parte já está bom. O Magnano me disse que tem uma possibilidade de eu ir, mas existem alguns problemas burocráticos, até porque meu nome não estava na lista enviada inicialmente para a Fiba. Isso aí só esperando para ver – afirma o armador, que já defendeu a seleção no Sul-Americano de 2004.

Indo ou não para a Turquia, Paulinho terá vida nova pela frente. Após disputar o último NBB pelo Paulistano, está animado com a mudança para Joinville. A transferência foi polêmica, com o clube da capital paulista alegando que o time catarinense descumpriu um acordo ao fazer a contratação – o atleta estaria apenas emprestado para disputar um torneio no México. Alheio à confusão, ele garante que não passou ninguém para trás.

- Estou com a consciência limpíssima. Aceitei jogar o torneio no México, e o Paulistano disse que não tinha os recursos que eu havia pedido para o novo contrato, mas explicou que me daria quando eu voltasse de viagem. Joguei bem, e o Bial (técnico do Joinville) se sentiu no direito de ir ofertando, ofertando... chegou a um ponto em que eu falei: "Bial, não posso acertar porque tem uma oferta para mim". Fui cara a cara na mesa do Paulistano, e eles me liberaram numa boa. Não fiz nada de errado. Esclareci tudo com todo mundo – afirma o armador, segundo maior cestinha da última edição do NBB.

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