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Corinthians recebe o lanterna e tenta abrir vantagem

Corinthians recebe o lanterna e tenta abrir vantagem

Atualizado: Quinta-feira, 1 Abril de 2010 as 12

Há uma semana, o Corinthians parecia mergulhar em uma crise que traria sérios problemas no ano do centenário. Mas bastou uma vitória no clássico contra o São Paulo, no último domingo, para o furacão que se formava sobre o Parque São Jorge perder força. Nesta quinta-feira, o Alvinegro tem a oportunidade de espantar definitivamente a tempestade, diante do Cerro Porteño-PAR, às 19h15m (de Brasília), no Pacaembu, e se aproximar do paraíso das oitavas de final da Taça Libertadores.

Com o triunfo sobre os mesmos paraguaios por 1 a 0, em Assunção (assista abaixo o gol de Ronaldo), a equipe dirigida pelo técnico Mano Menezes se manteve invicta no torneio sul-americano, chegando aos sete pontos, na primeira colocação do Grupo 1. O Racing-URU tem a mesma pontuação, mas com um jogo a mais. Uma nova vitória deixa a equipe paulista em uma ótima condição para garantir o primeiro lugar da chave. Nas últimas rodada, pegará os uruguaios, em 14 de abril, em Montevidéu, e o Independiente Medellín-COL, dia 22 do mesmo mês, em São Paulo.

- O principal nessa hora é conquistar a classificação. Estamos jogando um campeonato sul-americano com as principais equipes do continente. Primeiro, temos que pensar em conquistar uma das vagas. Depois, para que seja a melhor possível - afirmou Mano referindo-se sobre a briga pelo primeiro lugar geral entre os líderes dos grupos.

Mais do que duelo importante para o futuro do clube no torneio, o Corinthians joga também pela confirmação de um novo jeito de atuar. Do esquema com três atacantes que conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil no ano passado, Mano Menezes passou para a formação com três volantes. O sistema, à princípio só usado na Libertadores, ganhou força com a consistente exibição nos 4 a 3 sobre o São Paulo.

A vitória sobre o maior rival dos últimos anos fez o Corinthians colocar fim a um momento instável. O time vinha de duas derrotas consecutivas no Estadual. Na última delas, após perder para o Paulista, em Barueri, torcedores protestaram contra a equipe e acabou sobrando para Ronaldo. Irritado com ofensas, o Fenômeno fez gestos obscenos com o dedo médio para algumas pessoas, tumultuando o ambiente.

Já o Cerro Porteño vem ao Brasil para jogar sua última cartada na Libertadores. O clube contabiliza um empate e duas derrotas, segurando a lanterna do grupo, com apenas um ponto conquistado. Perder significa dar adeus definitivamente ao sonho de avançar.

- Temos que estar preparados para superar essa famosa retranca. Sabemos que quem fica em primeiro tem sempre a vantagem de decidir em casa. Vamos em busca disso – disse o volante Elias.

Felipe continua fora, mas Timão tem volta de Chicão

O Corinthians terá apenas uma alteração em relação ao time que bateu o São Paulo. O zagueiro Chicão se recuperou a tempo de um problema na sola do pé direito e tem retorno garantido para formar dupla com William, seu companheiro na defesa desde 2008. Desta forma, Paulo André volta a ficar como opção no banco de reservas.

A má notícia é a não liberação do goleiro Felipe. O camisa 1 sofreu uma lesão muscular na coxa direita na semana passada e também foi vetado do clássico. Ele realizou exames na segunda-feira, mas, apesar de ser liberado para treinar, ainda não tem condições de fazer todos os movimentos, como cobrar tiros de meta, por exemplo.

Sem o titular, Mano Menezes confirmou a permanência do garoto Rafael Santos, de apenas 21 anos. O goleiro falhou em dois dos três gols do Tricolor, porém, recebeu a confiança do comandante. Julio César, outra possibilidade, segue na reserva. O lateral-direito Alessandro (coxa direita) e o meia Defederico (púbis) também não jogam.

No Cerro, o técnico Pedro Troglio tem muitos problema para escolher os titulares. O lateral-direito Julio Irrazábal, os zagueiros David Mendoza e Miguel Torrén e o meio-campista Luis Cáceres estão machucados. Já o atacante César Ramírez, ex-Flamengo, foi afastado do elenco.

Por: Carlos Augusto Ferrari e Leandro Canônico

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