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Coritba e Bahia não saem do zero, em jogo disputado no Couto Pereira

Coritba e Bahia não saem do zero, em jogo disputado no Couto Pereira

Atualizado: Segunda-feira, 17 Outubro de 2011 as 8:49

Se as chances do Coritiba alcançar o G-5 já não eram tão boas, após o empate sem gols com o Bahia, neste domingo, em pleno Couto Pereira, ficaram menores. Já para o Bahia, marcar um ponto fora de casa foi importante para escapar mais um pouco do fantasma do rebaixamento.

Apesar da ausência de gols, não faltaram chances, que apimentaram o jogo no começo de uma noite curitibana fria. O Coxa jogou na pressão, em busca de manter o bom rendimento dentro do Couto, enquanto o Bahia apertava a marcação e explorava com rapidez os contra-ataques, explorando Jones Carioca pelo meio e Dodô no lado esquerdo.

Com o empate, o Alviverde Paranaense cai a para a 11ª colocação, com 41 pontos, e enfrenta o São Paulo, às 16h do próximo domingo, no Morumbi. Ao mesmo tempo, o Tricolor Baiano (em 14º, com 36 pontos) recebe o Vasco, em Pituaçu.   Apesar da pressão das duas equipes, o jogo não saiu do zero a zero (Foto: Heuler Andrey / Agência Estado)     Nada de gol

Pelo início da partida, dá até para imaginar qual foi a orientação do paizão Joel Santana aos jogadores do Bahia: adiantar a marcação para suportar os tradicionais dez minutos do abafa coxa-branca no Couto Pereira.

Trabalho bem feito. Com uma marcação bem compactada através de duas linhas de quatro, o time baiano não precisou nem suportar os dez minutos. Os jogadores do Coxa pareciam que foram influenciados pelo clima da cinzenta Curitiba, que no primeiro dia de horário de verão, nada lembrou a estação quente.

Desatento, o Coritiba cometia muitos erros básicos, como dois tiros de meta tortos de Vanderlei, erros de passe do lateral-direito Jonas e a desatenção de Bill, que deu as costas para a cobrança rápida da falta de Marcos Aurélio.

Quem mais soube aproveitar foi o lateral baiano Dodô, que se movimentou bastante, e acionava o centroavante Souza nos velozes contra-ataques ou arriscava o chute, como aos cinco minutos, obrigando uma boa intervenção do arqueiro Vanderlei.

Quando o Coritiba conseguia armar bons ataques, brilhou a estrela de Rafinha, que aplicou um belo drible no zagueiro Danny Morais e fez a finalização mais perigosa do time anfitrião, que parou na defesa de Marcelo Lomba.

No mesmo lance, Lomba repôs rapidamente a bola e Dodô atravessa o campo, e uma avenida sem algum tráfego, para chegar cara a cara com Vanderlei e tocar fraquinho. Resultado: tomou uma bronca dura de Souza.

Para fechar o primeiro tempo sem gols, o maior susto foi quando Jones Carioca acertou involuntariamente o calcanhar no rosto de Bill, que ficou desacordado por mais de um minuto. No final das contas, tudo bem com o artilheiro coxa-branca.

Ousadia alviverde

Uma das coisas que irrita o técnico Marcelo Oliveira é ser chamado de conservador e defensivo. Pelo menos no início do segundo tempo ele fez o contrário: foi ousado e mudou o esquema tático do Coxa do 4-4-2 para 4-3-3.

Trocou os dois laterais defensivos Lucas Mendes e Jonas, colocando o lateral Eltinho (que carrega mais a bola para a linha de fundo adversária) e o meia Davi, respectivamente. Além disso, alterou o centroavante colocando Leonardo no lugar de Bill.

Praticamente o Coritiba foi para o tudo ou nada. O jogo agradeceu. Pegou fogo. Enquanto o toque de bola alviverde ficou mais refinado, o time criou mais chances e quando Marcos Aurélio arrisca fora de área e Lomba defende, a torcida acorda e anima em coro a equipe paranaense.

Só que por outro lado, ficou o jogo que o Bahia estava pedindo. Com um Coxa ofensivo, dá-lhe contra-ataques baiano.

Para reforçar a frente, Joel Santana colocou a prancheta em prática. Tirou o meia Jones e botou o atacante Lulinha; e tirou o lateral Marcone para colocar o meia Camacho.

Apesar de todas as midificações, o jogo continuou com o mesmo pique do primeiro tempo. Chance aqui, chance lá, sem finalizações certeiras. Leonardo fazia a sua parte pelo Coritiba, fazendo Lomba trabalhar. No outro lado, Dodô continuou com a sua saga e chutou cruzado, aos 33 minutos, com uma defesa milagrosa de Vanderlei, com a ponta do joelho.

Mesmo com a pressão coxa-branca nos últimos dez minutos de jogo, nada de gols e o placar do primeiro turno se repete: 0 a 0. Pior para os 11.896 pagantes, para uma renda de R$ 140.820,00.            

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