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Coritiba espanta a má fase e freia o embalo do Ceará

Coritiba espanta a má fase e freia o embalo do Ceará

Atualizado: Sexta-feira, 1 Julho de 2011 as 7:34

O Coritiba expulsou todo o azar que povoava terras alviverdes, ao vencer o Ceará pelo marcador de 3 a 1, nesta quinta-feira, no Couto Pereira. Em um jogo movimentado, o Vozão não deu muito trabalho para o Alviverde, que conseguiu boa vantagem já no primeiro tempo, após os gols de Leonardo e Everton Costa. O Coritiba ainda ampliou no segundo tempo com Léo Gago, que vinha sendo muito criticado e comemorou seu gol discretamente. O atacante Washigton ainda descontou.

Com o resultado, o Coritiba melhora a sua pontuação na tabela do Brasileirão, sai da zona de rebaixamento e vai a sete pontos, na 14ª colocação. Ultrapassou o próprio Ceará na pontuação, que estacionou nos mesmo sete pontos e caiu para a 16ª posição.

Os próximos confrontos dos dois times serão em suas respectivas casas. O Ceará volta para o Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, e enfrenta Atlético-MG, na quarta-feira, às 21h50m (horário de Brasília). O Coritiba continua no Estádio Couto Pereira e recebe o Figueirense, na quinta-feira, às 19h30m.

Coritiba vai para cima e Ceará se defende

Como mandante e com uma seca de vitórias, o Coritiba sabia que enfrentaria um Ceará fechado e explorando os contra-ataques, como aconteceu na decisão da semifinal da Copa do Brasil. Para dar mais solidez no setor de criação, o técnico Marcelo Oliveira montou o Coritiba no 4-5-1, promovendo Tcheco e Everton Costa ao time titular, no lugar de Davi e do lesionado Rafinha, respectivamente. Na frente, Oliveira trocou Bill e Everton Ribeiro por Marcos Aurélio e Leonardo.

Já o técnico Vagner Mancini montou o Ceará no tradicional 4-4-2, mas de maneira bem fechada, com uma muralha formada por Fabricio, Diego Sacoman, Boiadero e Vicente. Enquanto o Alviverde procurava achar o entrosamento perfeito no pelotão da frente, o Ceará aproveitava para tocar com velocidade, explorando os contra-ataques com Thiago Humberto e pelas laterais de campo.

Porém, foram necessários 30 minutos de entrosamento. Para compensar a dificuldade de penetração na zaga cearense, Oliveira cobrou uma maior participação dos dois laterais: Jonas e Eltinho. A diferença foi nítida e surtiu efeito, junto com as mudanças na equipe. O Coritiba desencantou com os dois gols quase seguidos de Leonardo e Everton Costa, aos 32 e aos 35 minutos - o primeiro aproveitando rebote de cabeçada de Everton na trave, e o segundo se recuperando após furada bisonha.

O jogo esquenta de vez

O esquema defensivo do Ceará já não fazia tanto efeito, com a derrota parcial. O técnico Mancini acabou com a estratégia de jogar com três volantes e sacou Heleno, para reforçar a criação do Vozão, ao colocar o meia Felipe Azevedo.

O confronto mudou. Ficou mais equilibrado, e a pressão do Ceará causou um recuo natural do Coritiba. Enquanto o time nordestino precisava correr atrás do resultado, pelo menos um empate que mantivesse o embalo na competição, o Alviverde paranaense jogava como nos velhos tempos: defensivo e com um rápido contra-ataque.

Não demorou para que essa velocidade funcionasse. Léo Gago, que não passava por um bom momento na competição e ouvia a torcida pedindo a sua saída, relembrou a época que comandava o meio. Puxou um contra-ataque até a meia-lua e mandou um chutaço indefensável para o arqueiro Fernando Henrique.

Era uma partida para não piscar os olhos. A torcida ainda comemorava, quando Washigton foi valente na área coxa-branca e brigou pela pelota até mandar para os fundos da rede e descontar para o Ceará: 3 a 1.

Washigton - autor do gol cearense - ainda foi expulso, após colocar o braço na bola e levar o segundo cartão amarelo. Com o ataque enfraquecido, não havia muito para o Vozão fazer, a não ser sair derrotado pela segunda vez do Couto Pereira neste ano.

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