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Criador, criatura e discípulo: Adilson reencontra Felipão e Kléber

Criador, criatura e discípulo: Adilson reencontra Felipão e Kléber

Atualizado: Quarta-feira, 28 Julho de 2010 as 9

Adilson Batista foi comandado por Felipão no

Grêmio, nos anos 90 (Foto: AE)

Adilson Batista terá uma estreia nada convencional no comando do Corinthians. Além de encarar o arquirrival Palmeiras, o treinador enfrentará também seu “guru” Luiz Felipe Scolari, comandante dele no histórico time do Grêmio dos anos 90, e o atacante Kléber, uma de suas principais peças na boa passagem pelo Cruzeiro. - É um clássico contra um treinador que tenho muito carinho, respeito e admiração. Mas faz parte do futebol. Tenho que trabalhar para vencer o Palmeiras. Vejo esse confronto com naturalidade. Não posso escolher adversário – afirmou.

Felipão é uma espécie de professor para Adilson. No Grêmio, o treinador tinha no zagueiro um de seus homens de confiança dentro de campo. Tanto que o escolheu para ser seu capitão. Juntos, chegaram ao ápice na América ao conquistar a Taça Libertadores de 1995. Depois, trabalharam juntos no Jubio Iwata, do Japão.

- Tive o privilégio de ele me escolher em um grupo muito bom, com jogadores capacitados. Fizemos uma amizade muito boa. O reflexo foram os vários anos disputando e conquistando títulos. Aprendi muita coisa, a honestidade, o caráter, o profissionalismo, a dedicação ao trabalho, o aspecto tático. Nós sempre conversamos. Existe o respeito, o carinho, mas agora entra o lado profissional. É um clássico, tem rivalidade e o intuito é vencer – acrescentou.

Adilson também terá um reencontro com um jogador que quase o ajudou a fazer história no Cruzeiro. O atacante Kléber estava no elenco que levou a Raposa ao vice-campeonato da Libertadores no ano passado. O treinador, inclusive, acredita que a presença dele em mais jogos do Brasileirão poderia ter feito o clube chegar ao título de 2009.

- É um belo jogador, um dos grandes com quem trabalhei. Tem atleta que dá gosto de ver jogar futebol. O Kléber me ajudou muito, foi muito importante para o Cruzeiro. Se tivéssemos o Kléber mais vezes em campo, poderíamos ganhar o Brasileiro. Das 38 rodadas, ele jogou 15. Eu falei isso para ele. Temos que ter cuidado, mas confio nos nossos atletas – completou.     Por Carlos Augusto Ferrari São Paulo

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