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Cruzeiro muda perfil e não leva cartões vermelhos na temporada

Cruzeiro muda perfil e não leva cartões vermelhos na temporada

Atualizado: Segunda-feira, 11 Abril de 2011 as 3:54

Diferentemente da temporada 2010, o Cruzeiro tem se destacado em um quesito que a torcida celeste não estava acostumada: a disciplina. Quando era comandado pelo técnico Adilson Batista, os jogadores, por coincidência ou não, levavam muitos cartões e eram expulsos constantemente. Agora, com Cuca, a situação é bem diferente. Até o momento, em 15 jogos, nenhum atleta foi expulso pela arbitragem.

A zaga cruzeirense, formada por Gil e Victorino, tem tido sucesso na temporada. Gil já sabe como evitar os cartões vermelhos. O defensor acredita que o time não pode cair na famosa catimba argentina.

- É só contar até três, não é? Temos que respirar fundo, porque sabemos como é a catimba argentina. Vamos tentar fazer o melhor.

Gil foi um dos quatro jogadores do Cruzeiro expulsos na Libertadores de 2010. Ele levou cartão vermelho contra o Vélez Sarsfield, da Argentina, no jogo em que Gilberto também foi expulso. Gilberto, a propósito, já tinha ido para o vestiário mais cedo contra o Real Potosí, da Bolívia. Depois, foram Kleber, contra o Deportivo Itália, do Chile, e Leonardo Silva, contra o Nacional, do Uruguai. Já na partida contra o São Paulo, nas quartas de final, Kleber foi expulso de novo, e com apenas um minuto de jogo. A equipe acabou eliminada, no Morumbi. Foi um ano com seis cartões vermelhos para o Cruzeiro na competição.

Em 2011, a situação é bem diferente. Em cinco jogos pela Libertadores, nada de cartão vermelho. Também pelo Campeonato Mineiro, nenhum jogador foi expulso, em dez jogos disputados.

Com a obrigação de segurar o ataque adversário, os zagueiros correm mais risco de expulsão. Mas Gil e Victorino andam bem entrosados.

- É verdade! Graças a Deus, a cada partida, eu tenho aprendido um pouco com Victorino, que tem passado bastante segurança para mim. No decorrer dos jogos, pego mais experiência com ele – afirmou Gil.

Mesmo longe da defesa, o atacante Wallyson sabe como é importante não perder a cabeça com a catimba dos argentinos.

- Nossa equipe vai para lá jogar. Se a equipe deles quiser dar pancada, quiser fazer outro tipo de provocação, nós não vamos cair. Quem perderia com isso é nossa equipe. Temos que nos concentrar para não cair nessa armadilha. Estamos bastante atentos. Eles vão fazer catimba, provocar. O que temos que fazer é jogar futebol.

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