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Cruzeiro quer gol no início para assustar o São Paulo

Cruzeiro quer gol no início para assustar o São Paulo

Atualizado: Quarta-feira, 19 Maio de 2010 as 10:10

Além de obrigado a reverter a desvantagem de 2 a 0 da derrota para o São Paulo na primeira partida das quartas de final, o Cruzeiro terá de lidar com a pressão no Morumbi lotado, nesta quarta-feira, às 21h50 (horário de Brasília), em jogo que vale vaga nas semifinais da Libertadores.

Entretanto, jogadores cruzeirenses não temem a pressão da torcida e querem "assustar" os torcedores são-paulinos com um gol nos primeiros minutos de jogo. "Tenho certeza que, se a gente sair à frente, o São Paulo vai se assustar, e o próprio torcedor também", afirmou o atacante Thiago Ribeiro.

Assim como o companheiro de ataque, Kléber já defendeu o São Paulo e acredita que os torcedores do tricolor podem ficar apreensivos caso o Cruzeiro saia à frente no placar.

"É um jogo difícil. Com certeza, vai ter casa cheia. O torcedor do São Paulo é um pouco parecido com o do Cruzeiro. Eles estão confiantes pelo resultado que fizeram aqui, mas se a gente fizer um gol eles ficam apreensivos e o torcedor começa a pegar no pé. Temos que tentar fazer um gol no primeiro tempo para colocar pressão em cima deles", observou.

Com a derrota por 2 a 0 no Mineirão, o Cruzeiro precisa vencer o São Paulo por dois gols de diferença nesta quarta-feira, desde que marcando mais do que três gols para avançar na Copa Libertadores. Caso devolva o placar de 2 a 0, a vaga será decidida em disputa de pênaltis.

Ex-jogador do Corinthians, Fabrício afirma que o estádio do tricolor deixa a torcida distante do gramado e isso não incomodará os atletas do Cruzeiro.

"Joguei muito lá, já ganhei e perdi títulos. Não podemos falar que é campo neutro porque eles ficam ‘bravinhos’. Mas o Morumbi é um campo grande, tem dimensão parecida com a do Mineirão, dá para o Cruzeiro jogar como no Mineirão. Para um time que sabe jogar, o Morumbi facilita, e dificulta para quem quer se defender, porque é grande. Não tem diferença, a torcida está longe e dentro de campo é 11 contra 11", avaliou.

Para o volante Henrique, os jogadores do Cruzeiro não serão abalados pelos gritos da torcida são-paulina. "A gente acaba convivendo com isso, jogar com estádios lotados, a torcida adversária pressionando. Quando chega lá dentro são 11 contra 11. Claro que o torcedor vai empurrar, mas temos que ter o algo a mais para vencer", disse.

"Todos os estádios em que jogamos, qualquer equipe tem o incentivo da torcida, mas, dentro de campo, tapamos os ouvidos e não escutamos nada. Temos de ter tranquilidade, esquecer o que está fora para que apresentemos o melhor futebol", acrescentou o volante cruzeirense.

Por Gustavo Andrade

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