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Cruzeiro vence o Nacional e pega o São Paulo nas quartas

Cruzeiro vence o Nacional e pega o São Paulo nas quartas

Atualizado: Quinta-feira, 6 Maio de 2010 as 10:08

O Nacional-URU recorreu à pressão de sua torcida nas arquibancadas e a uma boa dose de provocação dentro de campo, mas nem assim conseguiu frear o Cruzeiro, que venceu, por 3 a 0, no "alçapão" Parque Central, em Montevidéu, e garantiu a classificação para as quartas de final da Taça Libertadores da América. Com tranquilidade, e driblando a catimba dos uruguaios, o time do técnico Adilson Batista, que já havia vencido a partida de ida por 3 a 1, dominou o jogo e será o rival do São Paulo na próxima fase da competição.

Thiago Ribeiro - autor dos três gols celestes no Mineirão e artilheiro isolado da competição, com oito - Diego Renan e Gilberto marcaram para a Raposa. A partida teve, ainda, três expulsões: o cruzeirense Leonardo Silva - desfalque para o duelo contra o Tricolor Paulista - além de Coates e Varela, do Nacional.

Raposa dribla provocações e abre o placar

Na etapa inicial, o duelo foi entre a tranquilidade cruzeirense e a ansiedade uruguaia. Logo no primeiro lance, Lembo fez falta dura em Kleber, que conseguiu evitar o bate-boca com o rival. Em vantagem na disputa pela vaga, os mineiros aproveitaram o nervosismo dos donos da casa e deixaram seu cartão de visitas aos oito minutos, quando Fabrício mandou uma bomba de longe e carimbou a trave esquerda do goleiro Muñoz.

Aos 13, os visitantes deram nova demonstração de catimba, quando Regueiro trocou empurrões com Leonardo Silva, após ser desarmado pelo defensor. O goleiro Fábio só teve trabalho aos 23 minutos, após confusão na área e chute cruzado de Regueiro, mas o árbitro já havia assinalado impedimento.

Uma falha do zagueiro Coates deu origem ao primeiro gol do Cruzeiro. Aos 28, o defensor errou o domínio, sobre a linha do meio de campo, e viu Thiago Ribeiro avançar com a bola em direção à área do Nacional. O jogador parou a jogada com falta sobre o atacante, que foi para a cobrança e, com um chute no canto direito de Muñoz, abriu o placar.

Após o gol sofrido, os donos da casa aumentaram a carga de provocação. Mas tanto Fabrício, quanto Kleber souberam ignorar os empurrões dos adversários, mesmo fora do lance. Antes do apito final, Gilberto e Lembo se estranharam próximo ao círculo central, houve início de confusão em campo, e o árbitro deu por encerrado o primeiro tempo, não sem antes advertir o uruguaio e o zagueiro Gil com cartão amarelo.

Cruzeirenses marcam mais dois

Os uruguaios voltaram para a segunda etapa com a obrigação de fazer ao menos três gols para tentar levar a decisão para os pênaltis. Mas logo aos três, Diego Renan recebeu lançamento, driblou Coates e chutou forte para fazer o segundo gol cruzeirense.

Com a classificação muito próxima, os mineiros conseguiram conter a tentativa de reação do Nacional nos minutos seguintes. Em menos de um minuto, aos sete, Fábio fez duas belas defesas – primeiro no chute de Coates, depois na tentativa de Angel Morales. Na sequência, no entanto, a provocação dos anfitriões fez efeito. Coates chutou o Fábio no chão, Leonardo Silva saiu em defesa do camisa 1, e o árbitro expulsou tanto o uruguaio quanto o zagueiro celeste.

Aos 24, Varela fez falta muito dura em Thiago Ribeiro, e o árbitro mostrou o cartão vermelho, sem hesitar, deixando o time da casa com apenas nove em campo.

A Raposa chegou ao terceiro, aos 35. No contra-ataque, Jonathan encontrou Gilberto livre na área, e o camisa 10, com a tranquilidade que marcou a atuação celeste nesta quarta, mandou para o fundo das redes.

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