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Cuba impõe ao Brasil a segunda derrota na Copa do Mundo: 3 a 2

Cuba impõe ao Brasil a segunda derrota na Copa do Mundo: 3 a 2

Atualizado: Segunda-feira, 28 Novembro de 2011 as 9:59

A discussão entre Serginho e Bernardinho no último domingo, durante o jogo contra a Argentina, parece ter deixado uma lição para o Brasil. Nesta segunda-feira, diante de Cuba, a equipe entrou com uma outra atitude em quadra. O problema é que do outro lado estava uma seleção com mais repertório e apenas vibração não era suficiente para derrotá-los.

Em uma batalha de 1h59m, a equipe brasileira perdeu por 3 a 2 (17/25, 25/22, 25/23, 20/25 e 15/12) sofreu sua segunda derrota na competição e viu as chances de conquistar o título ficarem cada vez menores. De consolo, o ponto conquistado que mantém o time na terceira colocação. Agora, são 16 contra 19 da líder Polônia, que venceu os EUA em sets diretos.

- O time lutou e fez uma boa partida, de alto nível. Jogamos de uma forma correta. Só precisamos ter um pouco mais de atenção em algumas situações de dificuldades, com bolas ruins, para não enfrentar e conceder os pontos de bloqueios. Precisamos trabalhar um pouco mais a bola, tocar e deixar que eles também se atrapalhem um pouco mais -comentou Bernardinho.

Giba foi o grande destaque da seleção brasileira, com 21 pontos. O nome do jogo, porém, foi o cubano Hernández, que após um início de jogo abaixo da crítica, se recuperou a partir da segunda parcial e terminou a partida com 22 pontos.

Leandro Vissotto tenta ataque na derrota da seleção brasileira para Cuba (Foto: FIVB / Divulgação) A equipe brasileira nem terá tem tempo para lamentar a derrota, já que volta à quadra nesta terça-feira, às 7h20 (horário de Brasília) para mais um jogo difícil, desta vez, contra a Sérvia.  A partida terá transmissão ao vivo do SporTV.

- Foi um jogo muito igual. Fomos efetivamente um time. Depois dos jogos contra Rússia e Estados Unidos, essa foi a nossa melhor partida. Agora, temos que recuperar as energias para a partida decisiva de amanhã, contra a Sérvia - afirmou Bernardinho.

O Brasil entrou no jogo a mil por hora. Logo no primeiro ponto, Murilo acertou um belo saque, dificultou a recepção cubana e Giba acabou parando Hernández no bloqueio. Na sequência, foi a vez de Sidão segurar o camisa 19 cubano e Leandro Vissotto, com um ace, colocar 4/2 no placar.

Os três lances deixaram claro o que viria pela frente: Cuba com dificuldade para fazer o passe e sendo parada pela muralha brasileira. Só no primeiro set foram oito pontos de bloqueio. Hernández, principal nome da equipe caribenha ao lado de León, não conseguia virar uma bola e foi substituído com 12/6. Em desvantagem, a jovem seleção se abateu e permitiu que o Brasil deslanchasse e fizesse 25/17.

Na segunda parcial, a história do jogo começou a mudar. Quem passou a encaixar bons saques foi Cuba, que viu Hernández voltar a quadra com uma outra postura. A recuperação brasileira só veio na metade do set, quando Marlon começou a acionar os meios-de-rede Lucão e Sidão. A dupla fez quatro pontos e transformou um 17/14 em um 19/18. A igualdade chegou em erro de León pela entrada de rede, e a virada em um ace de Murilo. Mas a reação de nada adiantou quando o mesmo Lucão errou um bloqueio e um ataque: 25/22.

Murilo mostra dificuldade no passe durante a

partida contra os cubanos (Foto: FIVB / Divulgação) Na base da empolgação, Cuba voltou com tudo para o terceiro set. Foram três bloqueios certeiros até a primeira parada técnica (8/3), mesmo número de pontos no fundamento que a equipe havia obtido em dois sets. Mas, em seguida, o jogo entrou em uma gangorra. Os cubanos, que chegaram a ter 15/10, erraram muito e permitiram o empate em 15. Depois, foi a vez dos brasileiros não acompanharem os ataques de Hernández e verem os rivais abrirem 21/17. No fim, ainda houve uma nova aproximação no placar, interrompida com um saque na rede de Vissotto: 25/23.

A irritação de Bernardinho com o erro do oposto foi tão grande que ele não retornou para o quarto set. Wallace assumiu o posto. Bruninho também entrou no lugar de Marlon. Porém, o fator determinante para o Brasil voltar ao jogo foi a participação de Giba. O ponteiro, que havia feito sete pontos só no primeiro set e acabou pouco acionado nas duas parciais seguintes, chamou a responsabilidade. A cada ponto, um sorriso e uma instrução para os companheiros. No fim, um 25/20 que levou a partida para o tie-break.

No desempate, a tensão tomou conta dos dois lados. A cada ponto brasileiro, os cubanos reclamavam com a arbitragem e tentavam desestabilizar os adversários. A tática deu certo e, logo de cara, Wallace foi alvo de um bloqueio simples (4/2). O Brasil bem que tentou correr atrás do resultado, mas erros infantis acabaram minando as chances da seleção. A falha mais gritante veio com Murilo, que pisou na linha durante um saque quando a partida estava 8/8. E quando Théo foi bloqueado por Díaz e Cuba abriu três pontos, só restou aos caribenhos administrarem a vantagem e fechar em 15/12.

Confira os duelos desta segunda

Rússia 3 x 0 Argentina (25/23, 25/22 e 25/19)

Irã 3 x 0 Egito (25/18, 25/21 e 25/15)

Polônia 3 x 0 EUA (25/15, 25/20 e 25/18)          

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