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Daynara de Paula tem 'resultado adverso' para exame antidoping do Sul-Americano

Daynara de Paula tem 'resultado adverso' para exame antidoping do Sul-Americano

Atualizado: Quarta-feira, 28 Abril de 2010 as 12

Um exame antidoping da nadadora Daynara de Paula acusou "resultado adverso" para uma substância considerada proibida pela Agência Mundial Antidoping (Wada). O Comitê Olímpico Brasileiro confimou ao GLOBOESPORTE.COM o resultado do teste realizado na atleta do Minas Tênis Clube durante os Jogos Sul-Americanos, em março deste ano, em Medellín.

Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, a Organização Desportiva Sul-Americana (Odesur) notificou a entidade brasileira sobre o caso. 

Confira a nota enviada pela assessoria de imprensa do COB ao GLOBOESPORTE.COM!

"O Comitê Olímpico Brasileiro - COB foi notificado pela Organização Desportiva Sul-americana – Odesur de que o exame de controle de dopagem realizado na atleta Daynara de Paula durante os Jogos Sul-Americanos Medellín 2010 acusou resultado adverso, com a presença de substância considerada proibida pela Agência Mundial Antidoping – WADA.

Da mesma forma, o COB já notificou a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos sobre o resultado adverso do exame.

O COB aguarda a decisão final do Comitê Executivo da Odesur para se pronunciar oficialmente sobre o caso. "

Assim como o COB, a Confederação Brasileira de Desportes Aquáticos informou ao site, através de sua assessoria de imprensa, que também aguarda um pronunciamento oficial da Odesur sobre o caso.

Daynara de Paula ganhou cinco medalhas de ouro (50m e 100m borboleta; 4x100m e 4x200m livre e 4x100m medley) e uma de bronze nos 50m livre, nos Jogos Sul-Americanos de Medellín. A nadadora do Minas, de 20 anos, também participou das Olimpíadas de Pequim-2008 e do Mundial de Roma 2009.

"Resultado adverso não significa necessariamente doping"

O médico Eduardo De Rose, integrante da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), não quis falar sobre o caso de Daynara e afirmou que ainda é cedo, já que não houve uma decisão do comitê executivo dos Jogos Sul-Americanos de Medellín.

De Rose, no entanto, alerta que o resultado adverso, ou "adverso analítico", como ele classifica, não significa necessariamente que a atleta violou a regra de doping. Assim que o laboratório responsável pelo exame nota a presença da substância, o resultado é encaminhado à comissão médica da competição em que a atleta foi testada.

Depois disso, a comissão notifica a equipe da atleta e dá um prazo para que ela dê suas justificativas. Após ouvir as explicações, a comissão médica toma uma decisão que, de maneira geral, é uma recomendação ao comitê executivo da competição. É deste comitê a responsabilidade por declarar se houve ou não uma violação à regra de doping - o chamado "positivo".

Nem sempre um analítico adverso constitui violação. Há casos, por exemplo, em que o atleta possui uma isenção de uso terapêutico (TUE, na sigla em inglês), espécie de permissão especial emitida para que ele faça uso de uma substância proibida.

Por: Alexandre Pussieldi, Livia Faria e Lydia Gismondi

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