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De cabeça fresca, David e Welinton transformam pressão em sorrisos

De cabeça fresca, David e Welinton transformam pressão em sorrisos

Atualizado: Quarta-feira, 2 Março de 2011 as 5:20

Eles são mais do que colegas de trabalho. São amigos, parceiros e até parecidos. A semelhança física, aliás, é um dos poucos temas em que David e Welinton discordam. Tudo com bom humor.

- Eu tirei o corte moicano. Somos muito diferentes – brincou David.

- Olha para mim e olha para ele (risos) - devolveu Welinton.   A dupla de zaga do Flamengo está com sorriso aberto e cabeça fresca. O título da Taça Guanabara reforçou a confiança. Não foi o primeiro. Ambos participaram da campanha vitoriosa no Brasileirão de 2009. David, inclusive, fez gol na última partida. Naquela temporada, Welinton fora promovido a profissional. Jogavam juntos vez ou outra.

- Cheguei no meio de 2009, e o Welinton começou a jogar entre os profissionais no início de 2009. Treinamos juntos na equipe de baixo, mas agora chegou a nossa vez. Hoje, formamos a dupla de zaga do Flamengo e tem dado certo. Queremos manter, ganhar mais títulos. Sabemos como é bom ser campeão aqui. Estamos felizes com o que tem acontecido neste início de temporada. Trabalhamos muito para ter essa oportunidade, com muito esforço – destacou David.     O convívio, segundo eles, melhora a cada dia. Quando estão juntos, se divertem e tentam fortalecer a parceria. Foi assim no descontraído encontro na praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Antes da conversa com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM, uma série de brincadeiras entre as poses para o fotógrafo.

- Começamos a jogar juntos no momento certo. O professor (Vanderlei Luxemburgo) deu essa oportunidade e temos trabalhado firme para a cada jogo pegar mais confiança, mais tranquilidade dentro de campo. Um aprendendo com o outro, sabendo o que cada um tem de melhor. Isso foi coroado com esse título da Taça Guanabara. Temos amizade dentro e fora de campo. Procuramos ter conversas dentro da concentração, observar os outros jogos, as características dos outros jogadores. Isso ajuda bastante. Dentro de campo é tudo muito rápido. Temos de olhar um para a cara do outro e já saber o que tem de fazer para tirar o melhor – contou Welinton.

Os números jogam a favor. Em dez partidas (uma pela Copa do Brasil e nove pelo primeiro turno do Carioca), a defesa sofreu cinco gols. Computando apenas o estadual, o Flamengo de 1999 sofreu cinco gols em suas nove primeiras partidas, assim como em 2001 e 2011. Dessa forma, este é o melhor desempenho da zaga rubro-negra nos últimos 13 estaduais.

A retaguarda é defendida com unhas e dentes por Luxa. Depois da vitória por 1 a 0 sobre o Boavista, o técnico lançou a ideia de que a defesa rubro-negra está entre as melhores do país. Uma análise do desempenho dos 20 times da Primeira Divisão em seus respectivos campeonatos estaduais aponta que Palmeiras (dez jogos) e América-MG (cinco jogos) sofreram quatro gols. Assim como o Flamengo, Cruzeiro (cinco jogos) e Corinthians (dez) sofreram cinco. As estatísticas impulsionam David e Welinton a tentarem ser os melhores do Brasil no setor.

- É possível, sim. Se você olhar, temos um bom retrospecto. Mais difícil é manter a regularidade. Sempre colocamos na cabeça que nunca está bom. Tem algo para fazer sempre. Chegamos em um nível que é tentar nos manter sempre entre os melhores.     Ambos sabem que a vitória não alivia a cobrança. Apesar de jovens, carregam sobre os ombros uma responsabilidade sem tamanho. David tem 23 anos, já jogou no Palmeiras e no futebol grego. Welinton, de 21, é cria do Fla.

- A carga fica pesada, mas você vai aprendendo desde jovem. Não adianta começar a jogar com 29 anos porque não vai chegar numa equipe como o Flamengo. Precisa de uma bagagem e é bom começar cedo. Essa pressão é difícil, mas é gostosa. Quando se conquista um título como conquistamos, vemos como vale a pena a pressão, dá um alívio.

A tendência é que a pressão continue. Empolgada com a turma de Ronaldinho Gaúcho, a torcida quer mais.    

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