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De olho na 10, Renato Augusto diz: 'Representar a Seleção não é fácil'

De olho na 10, Renato Augusto diz: 'Representar a Seleção não é fácil'

Atualizado: Quarta-feira, 23 Março de 2011 as 5:13

Renato Augusto foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira no mês passado para o amistoso contra a França, em Paris. O resultado não foi dos melhores (derrota por 1 a 0), mas o apoiador do Bayer Leverkusen chamou a atenção de Mano Menezes e foi lembrado novamente para o jogo contra a Escócia, no próximo domingo, às 10h (de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres. Em sua primeira oportunidade, ele vestiu a 10. A tendência é seguir com o número, eternizado no time canarinho em Copas do Mundo por nomes como Pelé, Zico, Rivellino e Rivaldo.

- É o meu grande objetivo e sonho com isso desde que comecei a jogar futebol. Procuro buscar a realização de objetivos na carreira. Sonhava com meu primeiro jogo profissional, primeiro título, jogar na Europa, ser chamado para a Seleção. Agora minhas metas são, ser campeão com o Leverkusen, e me firmar na Seleção Brasileira. Tenho a oportunidade de concretizar as duas situações e não estou medindo esforços para conseguir - afirmou o jogador, em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM.

Aos 23 anos, Renato Augusto sabe que o caminho para seguir na Seleção não é fácil. A concorrência por uma vaga no setor ainda tem nomes como Ronaldinho Gaúcho, Kaká, que se recupera de mais uma lesão no Real Madrid, Paulo Henrique Ganso, que retornou aos gramados recentemente após cirurgia no joelho esquerdo, e Carlos Eduardo, chamado por Mano Menezes nas primeiras partidas do time canarinho após a Copa de 2010. A receita para ser lembrado está na ponta da língua do ex-jogador do Flamengo.

- Acho que não tem muito mistério. Se estou sendo convocado é porque tenho feito bom trabalho no meu clube. Tenho que manter boas atuações no clube e corresponder quando for chamado para a Seleção para conquistar de vez a confiança do treinador.

Na entrevista, Renato Augusto preferiu não apontar os principais concorrentes no time canarinho, das dificuldades de atuar na Seleção Brasileira, falou da adaptação ao futebol alemão e da convivência com Michael Ballack, astro da Alemanha.     GLOBOESPORTE.COM: Quem são os principais concorrentes na posição?

RENATO AUGUSTO : Prefiro não apontar nenhum nome específico, até para não ser injusto com ninguém. Mas também depende de que esquema o treinador vai adotar. No jogo anterior pela Seleção, por exemplo, não atuei como aquele camisa 10 clássico. Joguei mais aberto pela ponta. Se jogar mais centralizado, a concorrência já muda.

A Seleção entra pressionada no confronto diante da Escócia por conta das duas derrotas nos amistosos anteriores (derrotas para Argentina e França, ambas por 1 a 0)?

RA : Seleção Brasileira é pressão sempre, seja em amistoso ou jogo oficial e temos que estar preparados para isso. É claro que não é legal perder e nos cobramos muito para melhorar a cada jogo, mas acredito que a pressão será a mesma. Representar o Brasil não é fácil e o jogador quando é convocado sabe que terá de suportar todo tipo de pressão. Vamos para esse jogo com o mesmo intuito dos demais, buscar a vitória e honrar essa camisa. Nosso time é bom e estou confiante de que dessa vez as coisas serão diferentes.

A adaptação ao futebol alemão foi rápida. O que fez logo que chegou ao país?

RA : Tive facilidade de me adaptar realmente. Logo na minha primeira temporada, me entrosei bem com os companheiros e tive apoio de todos. Saber que tinha a confiança deles me deixou mais à vontade para jogar. O fato de ser escalado mais aberto pela direita também me facilitou e pude arriscar mais as jogadas. Além disso, tive o suporte fora de campo do clube, que tem uma estrutura fantástica e conta com profissionais para receber os jogadores sul-americanos. Quando cheguei, sempre mantive na cabeça que meu objetivo era vencer por aqui, mesmo ouvindo muitas histórias de brasileiros que demoraram a se adaptar pela maneira de jogar e dificuldade no idioma. Mas cheguei pensando em me firmar, nunca em voltar, caso algo desse errado. Acho que isso também pesou. Tive oportunidade de jogar desde a primeira partida disputada pelo time e consegui mostrar meu futebol.

E o idioma?

RA : Fiz aulas de alemão e hoje consigo me comunicar bem. Mas tem uma coisa que é muito complicado de acostumar, o frio. Como sou carioca, o inverno é a pior época pra mim. Pelo menos, tem aquecimento na minha casa e nos lugares que tenho que ir.

A convivência com Ballack é complicada? Ele te ajuda de alguma maneira?

RA : Ouvia histórias de que ele era um cara arrogante, mas comigo sempre foi muito tranquilo e sempre o vejo tratando todos muito bem. Nem preciso comentar sua qualidade técnicae ele se fez importante ao time. Hoje somos um grupo unido em que todos são igualmente importantes.    

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