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De olho na Seleção, Thiago Ribeiro admite virar prefeito de Pontes Gestal

De olho na Seleção, Thiago Ribeiro admite virar prefeito de Pontes Gestal

Atualizado: Quarta-feira, 20 Abril de 2011 as 10:02

De Pontes Gestal para o mundo. É assim que Thiago Ribeiro, atacante do Cruzeiro, espera que se resuma sua trajetória, principalmente após realizar seu maior sonho: ser convocado para a Seleção Brasileira principal.

Pontes Gestal é um pequeno município no interior de São Paulo, com pouco mais de quatro mil habitantes. Porém, para Thiago, a cidade é seu império. O atacante ainda espera ser, um dia, o filho mais ilustre de sua terra.

- Quem sabe, se eu for convocado, futuramente, quando parar, não vire prefeito da cidade? Seria uma boa. Mas eu não curto muito política. A cidade até já teve alguns jogadores que não tiveram tanta visibilidade. Se a convocação vier, provavelmente serei o cidadão mais conhecido de lá. Todo mundo vai saber da minha cidade também. Se for convocado, será muito bom para mim, para o Cruzeiro e para minha cidade, que passará a ser mais conhecida.

Thiago Ribeiro contou um caso curioso. Por conta da cidade natal, o pai do jogador já foi reconhecido em Belo Horizonte.

- Um dia desses, meu pai estacionou o carro, e um rapaz estava olhando a placa do carro dele. O cara perguntou se o carro era da cidade de Thiago Ribeiro. Meu pai respondeu que sim e que era o pai do atacante. Essas coisas marcam para o torcedor. Se sem ser convocado, alguns já sabem que eu vim de lá, imagine quando for?

Thiago Ribeiro espera ter chance na Seleção (Foto: Fernando Martins / Globoesporte.com)

  A próxima convocação para a Seleção Brasileira será somente no dia 19 de maio, mas Thiago Ribeiro já vive a expectativa de integrar a lista dos jogadores que enfrentarão Holanda e Romênia, no Serra Dourada e no Pacaembu, respectivamente, em amistosos que antecedem a Copa América, em julho.

O atacante já vestiu a camisa amarela, porém, na categoria sub-20. Agora, Thiago não vê a hora de estar entre selecionáveis da equipe principal. Para realizar esse desejo, o jogador tem um forte aliado para convencer o técnico Mano Menezes: os números. Thiago Ribeiro apresenta estatísticas que impressionam e que podem dar a ele um lugar na história do Cruzeiro. O jogador é o segundo maior goleador da Raposa em Libertadores, com 13 gols, atrás apenas do ídolo Palhinha.

Além disso, Thiago comemora, pelo segundo ano consecutivo, o posto de artilheiro da equipe. No ano passado, marcou 23 gols e, até aqui, em 2011, Thiago já marcou 12. Foi artilheiro da Libertadores de 2010, com oito gols, e marcou dez gols nos últimos sete jogos seguidos.

O atacante fez questão de mostrar que está atento aos números.

- Sei dos meus números porque é o meu trabalho, é a minha carreira. Quero muito poder entrar para a história do Cruzeiro como o jogador que mais fez gols em Libertadores. Estou a apenas sete do Palhinha, mas, se chegarmos à final, teremos ainda mais oito jogos para fazer. Claro que o título é mais importante, mas pretendo ser também artilheiro da Libertadores pelo segundo ano consecutivo.

A boa fase de Thiago não é recente. Após a decisão de 2009, quando o Cruzeiro foi derrotado pelo Estudiantes, o jogador alcançou uma incrível regularidade e se livrou das contusões. Assim, ajudou o Cruzeiro a conquistar mais uma vaga no torneio continental.

Em 2010, Thiago deu um enorme passo à maturidade. A chegada de Milena, sua primeira filha, mudou o jogador para sempre e trouxe bons fluidos para a carreira.

- Ela trouxe muita sorte. No primeiro jogo após o nascimento, contra o Botafogo, pelo Brasileiro, eu marquei o gol da vitória. Agora tudo o que faço é pensando nela. Tudo o que fizer dentro de campo é para que ela tenha uma vida boa sempre. Me trouxe mais responsabilidade.

Apesar de ser ainda muito novo, tem apenas 25 anos, Thiago já teve grandes experiências. O jogador deixou o Brasil para jogar no exterior em duas oportunidades. Atuou pelo Bordeaux, da França, em 2005, e pelo Al Rayan, do Qatar, em 2007. Dessas passagens, ele revelou o que aprendeu.

- Fiz o primeiro grau e parei no meio do segundo. Sempre fui bom aluno. E pelo fato de ter atuado no exterior, aprendi outros idiomas, convivi e conheci vários tipos de pessoas. Acho que isso me ajudou a me comunicar bem.        

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